A Ferrari já teve muitos problemas de motor nesta temporada. Charles Leclerc já sofreu uma penalidade de grid no GP do Canadá por troca de motor, e pode muito bem ser a vez de Carlos Sainz na França. De acordo com o La Gazzetta dello Sport, não deve ser surpresa se o espanhol largar no final do grid, ou mesmo na última posição no GP da França no próximo final de semana.
Sainz abandonou nos estágios finais do GP da Áustria com um problema no motor, que rapidamente se transformou em um incêndio. O jornal esportivo italiano afirmou que o atual quarto colocado no campeonato de pilotos, estava utilizando seu terceiro motor da temporada no Red Bull Ring.
Acredita-se que o motor de combustão daquela unidade de potência, tenha sofrido danos irreparáveis, deixando Sainz com apenas o segundo motor usado na temporada, dentro do limite permitido. Esse motor já foi usado em quatro finais de semana de GP, então é bem possível que uma nova unidade de potência seja utilizada na França e, portanto, isso iria gerar uma penalidade de grid. Na Hungria, uma semana depois, será muito mais difícil ultrapassar e, além disso, é questionável se o motor da Ferrari pode durar seis GPs completos.
Leclerc atualmente tem dois motores funcionando à sua disposição (os números três e quatro deste ano). Ele completou três corridas com a terceira unidade de potência, e na França o quarto motor provavelmente será usado novamente para aumentar a quilometragem. De acordo com o La Gazzetta dello Sport, há uma boa chance de que Leclerc vá para seu quinto motor da temporada em Spa-Francorchamps, um circuito onde a potência do motor é muito importante e as ultrapassagens são relativamente fáceis. Isso significaria outra penalidade de grid, mas o GP da Bélgica é a melhor opção para um ‘controle de danos’.
Esse quinto motor também precisaria de uma atualização. Até as férias, as unidades de potência ainda podem ser atualizadas. Depois disso, o congelamento completo do motor entrará em vigor e nenhuma atualização de desempenho será permitida nas próximas temporadas da Fórmula 1, até o novo regulamento de motor em 2026.
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