Masi fala sobre Russell não ter sido punido por erro da Mercedes

O diretor de corridas da FIA, Michael Masi, explicou o motivo para implantar inicialmente o safety car virtual antes de atualizar para um safety car completo, após a batida de Jack Aitken no Grande Prêmio de Sakhir.

Aitken perdeu o controle de sua Williams, semelhante ao incidente de Alex Albon nos treinos para o Grande Prêmio do Bahrein uma semana antes, quebrando sua asa dianteira que ficou no traçado da pista.

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Com a asa na linha de corrida na saída da última curva, um VSC (Virtual Safety Car) foi implantado para tentar retirar os destroços com segurança, mas logo em seguida, foi acionado o safety car completo.

Masi explicou que a atualização do carro de segurança virtual para o real, foi uma decisão tomada no interesse da segurança dos fiscais.

“Obviamente, havia a asa dianteira na pista”, disse ele. “O processo de pensamento original era ir para um VSC para ver se tínhamos uma diferença grande o suficiente que pudesse ser criada naquela situação.”

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“Não havia, então, optamos por um carro de segurança completo para que os fiscais pudessem entrar na pista com segurança não apenas para coletar a asa, mas também havia alguns outros destroços resultantes que precisavam ser varridos para fora da linha de corrida.”

Querendo aproveitar a presença do safety car, a Mercedes decidiu chamar seus carros para uma troca de pneus, porém, a equipe se atrapalhou e confundiu o jogo de pneus de George Russell com a do companheiro de equipe Valtteri Bottas, deixando o piloto britânico com dois de cada em seu carro, enquanto o finlandês foi enviado com seu jogo original de pneus de composto duro após a confusão, e de ter ficado quase 30 segundos no box.

A Mercedes foi posteriormente multada em € 20.000 pelo erro, mas dado que os quatro pneus de Russell eram todos do mesmo composto, Masi foi questionado por que os regulamentos não foram cumpridos, visto que cabia a desclassificação.

“No final das contas, um concorrente, no caso de George aqui e com a Mercedes, eles saíram do pitlane, perceberam o erro e voltaram para corrigir imediatamente. Na verdade não tiveram nenhuma vantagem, pelo contrário, foram prejudicados pelo erro”, disse Masi.

 

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