O jovem piloto australiano Oscar Piastri, conquistou o título na Fórmula 2 em 2021, depois de ter conquistado o título na Fórmula 3 em 2020, e mesmo assim não conseguiu uma vaga de piloto titular na F1 em 2022.
Mas como membro da equipe júnior da Alpine, ele passou a exercer a função de piloto reserva na equipe francesa em 2022, dentro de um programa que tinha como objetivo, preparar o australiano para uma vaga na Fórmula 1 em 2023.
No entanto, o que antes era uma situação aparentemente bastante clara, mudou para uma grande confusão, que começou quando Fernando Alonso anunciou que vai trocar a Alpine pela Aston Martin em 2023, com a Alpine se apressando para anunciar que Piastri substituiria o bicampeão na próxima temporada.
Porém, bem pouco tempo depois do anúncio da Alpine, Piastri também divulgou um comunicado, afirmando que isso não era verdade e que ele não iria correr pela Alpine na próxima temporada. De imediato surgiu a informação que Piastri já teria um contrato assinado para 2023, para substituir Daniel Ricciardo na McLaren. Como a McLaren anunciou esta semana, que Ricciardo realmente será dispensado pela equipe no final de 2022, apesar de ainda ter um contrato em vigor, é praticamente certo que a equipe de Woking tenha contratado Piastri como seu substituto.
Mas as duas equipes agora acreditam ter um contrato válido para os serviços de Piastri em 2023, e segundo o Motorsport.com, o Conselho de Reconhecimento de Contratos da Fórmula 1, vai se reunir na próxima segunda-feira para avaliar a situação desses contratos.
O CRB é uma organização independente, formada por advogados que se reúnem para resolver questões contratuais, tendo como objetivo um veredicto sobre qual equipe tem direito aos serviços de um piloto. Sua decisão será então repassada à FIA, embora o Motorsport.com, afirme que nesta fase, ainda não está claro quando essa decisão será tomada.
Seja qual for o resultado, Piastri estará sob muita pressão, pois é muito difícil para um jovem piloto ‘abrir uma porta’ quando se trata de encontrar uma vaga em uma equipe na Fórmula 1, então ter as duas principais equipes do pelotão intermediário lutando por um mesmo piloto, em questões legais e contratuais, é algo bastante incomum.
Outro fator importante, é que depois que a situação de Piastri for definida, seu desempenho terá que ser muito bom na F1, para justificar toda a confusão causada por sua entrada na categoria, pois caso contrário o australiano corre o risco de ficar ‘queimado’, e ter seu futuro como piloto comprometido.
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