Desde o início da temporada de 2021, a Red Bull tem sido considerada mais forte que a Mercedes, mas em Portugal a equipe alemã levou a melhor novamente. Isso agora significa que a Mercedes é mais uma vez a equipe mais forte?
O La Gazzetta dello Sport acredita que seja apenas uma vantagem pontual. Em uma análise, o jornal diz que a liderança da Mercedes foi apenas temporária e que a vitória de Lewis Hamilton se deveu principalmente à gestão dos pneus do W12. O circuito de Portimão não seria, portanto, um bom indicador, e em Barcelona vai ser possível ver como as coisas estão realmente.
“No GP de Portugal, o resultado pode ser interpretado como o ‘fim da ilusão’ de que a Mercedes deixaria de ser dominante, mas isso é pouco. Durante todo o final de semana, houve apenas uma vantagem temporária para a Mercedes”, escreveu Paolo Filisetti. “Os carros estão muito próximos uns dos outros, mas o RB16B é muito mais estável e pode gerar downforce maior e mais equilíbrio.”
Segundo Filisetti, os pneus foram a razão pela qual a Red Bull não conseguiu vencer a corrida em Portugal. “O RB16B gera muita energia que vai para os pneus, e nas condições dessa corrida isso não foi uma vantagem e sim um problema. O Mercedes W12 na verdade se beneficiou porque o carro gera menos energia nos pneus”, continuou.
Em Barcelona ele espera condições muito diferentes, principalmente porque há muito mais aderência. “Como as diferenças são muito pequenas agora, as sensibilidades dos carros são submetidas a um escrutínio extra para cada circuito, especialmente em termos de aspectos dinâmicos e aerodinâmicos, bem como da sensibilidade dos pneus. Os resultados, portanto, podem depender muito do comportamento dos pneus”, disse Filisetti.
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