O diretor de corridas da FIA, Michael Masi, aconselhou os pilotos a revisarem seu ‘acordo de cavalheiros’, depois que o acordo foi novamente desrespeitado durante o Grande Prêmio da Áustria.
Entre os 20 pilotos, existe uma regra não escrita de que não há ultrapassagens ao tentar criar espaço para começar uma volta rápida na qualificação.
Este ‘acordo’, no entanto, foi novamente questionado no Red Bull Ring, quando vários pilotos ultrapassaram Sebastian Vettel, resultando no bloqueio de Fernando Alonso, quando o espanhol encerrava sua volta rápida.
“Ouvi falar do acordo de cavalheiros porque o vejo na mídia ocasionalmente, e é um acordo de cavalheiros que eles têm, entre os 20 pilotos que estão na pista”, disse Masi.
“Eles podem precisar se reunir, e reafirmar ou revisar esse acordo de cavalheiros entre eles.”
“Vamos ser justos, eles são todos esportistas de elite. Acho que uma das partes que provavelmente piorou este ano é o quão apertado está o grid, e a ordem competitiva, de modo que todas essas pressões entram nisso.”
Embora a questão das ultrapassagens não tivesse nenhuma consequência para Masi, por meio de suas notas de eventos revisadas, ele instruiu os pilotos a não desacelerar para criar um espaço entre as curvas 9 e 10, o que foi ignorado por alguns.
Masi, porém, afirmou que a disciplina não está sendo desrespeitada. “Em relação ao ocorrido no sábado, a discussão com todas as equipes foi que o fator preponderante naquela circunstância, era não atrapalhar ninguém desnecessariamente.”
“Como a natureza deste circuito, produz voltas de 64-65 segundos, temos várias equipes que desejam uma lacuna de cinco a sete segundos em relação ao carro da frente. Com quinze carros querendo um intervalo de cinco e sete segundos, a matemática não bate.”
“No que diz respeito à criação de lacunas, houve um ‘efeito sanfona’. Olhando para todas as circunstâncias que o cercavam, que fazem parte do papel dos comissários, dava-se para ver como isso realmente aconteceu.”
“Eles investigaram alguns outros pilotos e muito rapidamente chegaram à conclusão de que era efetivamente sintomático e consequente, que uma dessas coisas levou a outra, e levou a outra”, acrescentou Masi.
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