As novas regras da Fórmula 1 dividiram opiniões, e Fred Vasseur reconheceu que ainda tem ressalvas sobre o atual regulamento. O chefe da Ferrari destacou avanços nas disputas, mas criticou a redução da potência média dos motores.
Em entrevista ao francês Auto Hebdo, Vasseur afirmou ter uma visão equilibrada sobre a nova era. Para ele, as corridas ficaram mais abertas, enquanto o gerenciamento de energia acrescentou um elemento estratégico que considera positivo.
“Tenho sentimentos mistos. Como fã do automobilismo, as corridas são sem dúvida mais abertas do que antes”, afirmou Vasseur. O dirigente também explicou que, diferentemente do uso do DRS, o piloto agora precisa administrar a energia e escolher o momento adequado para utilizá-la, evitando ficar sem bateria durante a volta.

O GP da Bélgica foi citado por Vasseur como exemplo dessa característica. Segundo o chefe da Ferrari, após uma relargada em Spa-Francorchamps, algumas equipes recuperaram energia antes da linha de chegada, enquanto outras perderam terreno de propósito para chegar à relargada com mais energia: “Talvez não seja uma corrida pura, mas ainda é o uso da habilidade, e para mim esse é o lado positivo”, acrescentou.
A principal crítica, porém, está na combinação entre a evolução dos chassis e a redução da potência média dos motores. Vasseur afirmou que curvas como Pouhon, em Spa, e Copse, em Silverstone, perderam parte do desafio que representavam, citando também Radillon e Blanchimont. Ainda assim, ele acredita que o equilíbrio poderá ser corrigido entre 2027 e 2028, com uma nova distribuição entre os componentes térmico e elétrico, mantendo a mesma potência máxima.
