A penalidade de cinco segundos recebida por Carlos Sainz após o incidente com Fernando Alonso no GP da Espanha no domingo (13) não foi vista pelo piloto da Williams como uma decisão simples. Para ele, a reclamação feita pelo compatriota no rádio pode ter influenciado a avaliação dos comissários no Madring.
Os dois disputavam o P17 na 12ª volta quando Alonso tentou passar Sainz por fora na aproximação das Curvas 5-6. A Williams se moveu durante a disputa, provocando o contato. Alonso acabou danificando a asa dianteira e reclamou imediatamente pelo rádio: “Ele me espremeu contra o muro”.
Sainz não considerou o toque algo fora do comum para aquele trecho do circuito. Segundo ele, a própria característica da chicane torna muito difícil dividir espaço entre dois carros: “Nada a dizer, realmente”, disse o piloto da Williams. “É a natureza daquela curva quando você vira à direita, e acho que ele reclamou no rádio, então conseguiu me aplicar uma penalidade.”

“Como sempre, a natureza daquela curva sempre vai levar a esse tipo de batida porque só há espaço para um; não há espaço nem para dois. E você não pode ficar olhando no espelho enquanto está virando e olhando e fazendo um direita-esquerda porque você precisa olhar para frente. Então, em um certo momento, você precisa se concentrar na sua própria trajetória, e sim, não acho que Fernando estava ao meu lado ou qualquer coisa assim.”
Alonso, por outro lado, não teve a mesma interpretação. O piloto da Aston Martin considerou que o contato poderia ter sido evitado e aprovou a punição aplicada a Sainz, mesmo com os dois ficando fora da zona de pontuação: “Ele levou uma penalidade, então se eles [os comissários] consideram isso suficiente, é bom para mim”, acrescentou quando lhe disseram que Sainz havia minimizado o ocorrido.
Para Alonso, havia espaço suficiente para que a disputa terminasse de outra maneira. O espanhol destacou ainda a velocidade em que estava no momento do incidente, diante dos torcedores de sua terra natal. “Nenhum dos dois terminou nos pontos, mas acho que aquilo foi desnecessário. Havia bastante espaço à esquerda. Eu estava apenas no muro à direita, a 340 km/h; acho que não era necessário.”
