F1: Russell questiona traçado de Madri após GP da Espanha sem emoção

George Russell terminou o GP da Espanha em quinto lugar, mas saiu do Madring com uma preocupação maior em relação ao futuro do circuito, que foi inaugurado no último domingo (13). Para o piloto, o traçado precisa ser alterado para tornar as corridas mais interessantes e criar oportunidades de ultrapassagem, uma reclamação ecoada por outros competidores.

“Não sei. Eles precisam fazer algo”, respondeu Russell. “Eles precisam fazer uma mudança porque toda pista precisa ter uma oportunidade de ultrapassagem depois de uma reta. Esta tem uma chicane apertada e as curvas. É um verdadeiro desafio, mas não é agradável. Após 60 voltas, batendo naqueles meio-fios, minha cabeça estava um pouco dolorida no final.”

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Antes mesmo da corrida, Max Verstappen já havia apontado possíveis caminhos para melhorar o ritmo de prova. Questionado pela imprensa, durante a coletiva após a classificação de sábado, sobre o que deveria ser corrigido no Madring, o holandês respondeu em tom descontraído: “Quase todas as zonas de frenagem. Me dê um mapa e eu resolvo”.

George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team W17.
Foto: XPB Images

Verstappen também defendeu que os pilotos tenham mais participação nas decisões relacionadas ao desenho dos circuitos. O tetracampeão mundial afirmou: “Bem, você sempre pode perguntar, certo? Você sempre pode perguntar uma vez: ‘O que você acha deste traçado?’ Não quero entrar em detalhes, porque há diferentes designers de pistas. Às vezes converso com uma pessoa sobre circuitos. Um piloto sabe muito bem como é uma boa curva.”

Russell concordou com a ideia do rival da Red Bull, mas acredita que existe um problema dentro do próprio grupo de pilotos. Segundo ele, as agendas apertadas e o interesse individual dos competidores tornam difícil esperar que eles dediquem tempo ao desenvolvimento dos traçados.

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“Sim, mas somos todos bastante egoístas, e ninguém está a fim de dedicar seu tempo”, acrescentou Russell. “Temos agendas apertadas, e há muitas limitações quando você realmente olha para o traçado. Não há realmente muito que se possa fazer”, concluiu o piloto da Mercedes.