F1: Racing Bulls coloca os dois carros no Q3 e busca pontuação dupla

A Racing Bulls colocou Liam Lawson e Arvid Lindblad entre os dez primeiros na sessão de classificação para o GP do México de Fórmula 1, com os dois pilotos avançando ao Q3 e garantindo posições à frente dos concorrentes diretos. Lawson terminou em oitavo, mas largará em nono por causa de uma penalidade de uma posição, enquanto Lindblad ficou com o décimo lugar no grid.

O resultado representa uma oportunidade para a equipe buscar pontos com os dois carros. O chefe de engenharia de pista, Mattia Spini, destacou a evolução do equilíbrio do carro ao longo do sábado, mas ressaltou que uma boa largada e uma primeira volta consistente serão fundamentais na corrida.

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A sessão começou com dificuldades para os dois pilotos nas curvas de baixa velocidade durante o TL3. Segundo Spini, a equipe conseguiu melhorar o comportamento do carro ao longo do treino, permitindo que Lawson e Lindblad encontrassem mais confiança e registrassem tempos competitivos antes da sessão de classificação.

O time também precisou administrar uma sessão complicada no Q1, marcada por diferentes estratégias entre as equipes e uma bandeira vermelha. Mesmo assim, conseguiu avançar com os dois carros utilizando apenas um jogo de pneus para cada piloto. No Q2, Lindblad encontrou um ganho expressivo de tempo na primeira tentativa, enquanto Lawson melhorou na segunda.

A posição de Lawson também teve importância por causa da penalidade recebida após o incidente com Max Verstappen no dia anterior. O neozelandês explicou que procurou o piloto da Red Bull Racing para pedir desculpas.

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“Pedi desculpas ao Max pelo incidente de ontem, porque foi desnecessário. É algo com que vou aprender daqui para frente, mas agora estamos os dois concentrados em amanhã”, afirmou Lawson.

Arvid Lindblad (GBR) Racing Bulls Formula One Team VCARB 03.
Foto: XPB Images

Apesar da satisfação por colocar os dois carros no Q3, o piloto reconheceu que a penalidade o fará largar em nono. Ainda assim, avaliou positivamente o desempenho da equipe diante dos adversários diretos e demonstrou confiança na possibilidade de pontuar com os dois carros.

Lindblad, por sua vez, considerou que poderia ter alcançado uma posição melhor. O britânico disse que encontrou um bom ritmo no Q2, mas não conseguiu repetir o desempenho na fase final da sessão de classificação: “Não sinto que entreguei tudo o que poderia hoje, e definitivamente havia mais tempo para encontrar. Encontrei um ritmo muito bom no Q2, mas infelizmente não consegui levar isso para o Q3 e não fiz as voltas que sei que sou capaz de fazer”, acrescentou.

Mesmo com a frustração, Lindblad acredita que a posição de largada permite mirar a zona de pontuação. Spini também apontou a importância de um bom início de corrida, para transformar o resultado na sessão de classificação em um desempenho consistente na prova de domingo.