F1: Polêmica sobre Gasly em Mônaco levanta dúvidas sobre decisões da FIA

A polêmica envolvendo as punições anuladas de Pierre Gasly no GP de Mônaco, continua gerando desdobramentos na Fórmula 1. A decisão da FIA de retirar duas penalizações de cinco segundos impostas ao piloto da Alpine, devolveu ao francês o P3 em Monte Carlo alguns dias após a corrida, mas também abriu questionamentos sobre por que outras equipes afetadas da mesma forma não contestaram o caso da mesma forma.

Essa situação ganhou ainda mais relevância porque pilotos como Oscar Piastri, George Russell, Lewis Hamilton e Franco Colapinto, cumpriram punições durante a prova, enquanto Gasly seguiu estratégia diferente, deixando para ter o tempo de penalidade acrescido depois do GP. Com a confirmação posterior de que os supostos excessos de velocidade no pit lane não ocorreram de fato, surgiu a dúvida sobre por que apenas a Alpine acionou o processo de revisão da FIA.

Durante a corrida em Mônaco, a equipe francesa decidiu não chamar Gasly para um novo pit stop a fim de cumprir as penalizações. Como resultado, os dez segundos acumulados foram acrescentados ao tempo final de prova do piloto, que caiu da terceira para a sétima posição na bandeirada. A escolha foi tomada por precaução, diante das suspeitas da equipe sobre possíveis irregularidades no sistema de medição da velocidade no pit lane.

Posteriormente, ficou comprovado que houve um erro relacionado aos cálculos utilizados para monitorar a velocidade média dos carros na entrada dos boxes. Segundo a investigação, os loops de cronometragem eram 77 centímetros menores do que o valor empregado nos cálculos, o que levou à interpretação equivocada de infrações que, na prática, não existiram.

F1: Polêmica sobre Gasly em Mônaco levanta dúvidas sobre decisões da FIA
Foto: Rafa Catelan / F1MANIA.NET

A Alpine, no entanto, afirma que sua intenção inicial não era alterar o resultado da corrida. O diretor-geral da equipe, Steve Nielsen, explicou que o pedido de Direito de Revisão, buscava entender exatamente como a FIA havia chegado à conclusão de que Gasly excedera o limite de velocidade.

“Pedimos à FIA um processo chamado Direito de Revisão. Não é um protesto nem um recurso, é diferente. Isso nos permite reunir todos os nossos dados e evidências e sentar com a FIA para compreender completamente como eles chegaram à conclusão de que infringimos o limite de velocidade no pit lane. Porque não acreditamos que fizemos isso”, afirmou Nielsen.

Ele acrescentou que a equipe estava aberta a analisar qualquer evidência apresentada pela federação: “Mas estamos abertos a que nos mostrem se fizemos isso. Então é realmente uma conversa aberta com a FIA sobre o que poderíamos ter feito de forma diferente. Ou talvez o que eles poderiam ter feito de forma diferente”, completou.

Agora, o caso pode ganhar novos capítulos. McLaren e Red Bull Racing já sinalizaram a intenção de recorrer da decisão que restaurou o P3 de Gasly, uma vez que a mudança alterou as posições finais da corrida. Enquanto isso, a Mercedes avalia possíveis medidas legais. Toto Wolff revelou que já discutiu o assunto com os advogados da equipe, embora ainda não esteja claro quais seriam as consequências de uma eventual contestação formal dos resultados do GP de Mônaco.