A retomada da classificação do GP do Brasil de Fórmula 1 segue indefinida neste sábado (7), após a interrupção do Q1 por bandeira vermelha. Apesar dos trabalhos para retirar a água acumulada em diferentes pontos de Interlagos, uma nova inspeção do safety car indicou que as condições da pista pioraram, aumentando as preocupações com a segurança dos pilotos.
O principal problema é o acúmulo de água sobre o asfalto, que eleva o risco de aquaplanagem. A direção de prova acompanha as condições meteorológicas e ainda precisa avaliar se existe segurança suficiente para autorizar o retorno dos carros à pista.
Após a interrupção da sessão, fiscais foram mobilizados para retirar a água de diversas curvas do circuito. Enquanto os trabalhos eram realizados, o safety car foi enviado à pista para uma inspeção de duas voltas, com o objetivo de identificar os trechos mais perigosos.
Durante a primeira avaliação, Bernd Mayländer, piloto do safety car, apontou problemas especialmente nas curvas 2 e 3, além do trecho entre as curvas 4 e 5. Nessas regiões, a quantidade de água acumulada representava um risco significativo de perda de controle dos carros.
Com as informações recebidas, os fiscais intensificaram os trabalhos nos setores afetados. Uma segunda inspeção foi realizada para verificar se as intervenções haviam melhorado as condições de segurança.
O resultado, entretanto, foi negativo. Mayländer informou que a situação havia piorado em comparação com sua passagem anterior, apesar dos esforços para remover a água da pista.
A avaliação aumenta a incerteza sobre a possibilidade de retomada imediata da classificação. A direção de prova continua monitorando o circuito, mas o relato mais recente do safety car indica que ainda existem obstáculos importantes para liberar a atividade.
Até o momento, não há confirmação de um novo horário para a retomada da sessão, que permanece condicionada à melhora das condições de segurança em Interlagos.
