F1: Pirelli prevê disputa entre uma e duas paradas no GP do México

O GP do México de Fórmula 1 deste domingo (1º) promete uma disputa estratégica entre uma e duas paradas nos boxes. As simulações da Pirelli indicam que a combinação de pneus Médios e Macios, com apenas uma troca, pode ser a alternativa mais rápida, mas a pequena diferença de desempenho entre as estratégias deixa espaço para decisões diferentes ao longo das 71 voltas.

A escolha será especialmente importante para Lewis Hamilton, que larga da pole-position pela Ferrari, com George Russell em segundo e Charles Leclerc e Kimi Antonelli na segunda fila. A longa distância até a primeira curva pode influenciar a escolha dos pneus para a largada, enquanto as dificuldades previstas para ultrapassar aumentam a importância do momento de cada parada.

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De acordo com as simulações da Pirelli, a estratégia teoricamente mais rápida consiste em começar com pneus Médios e trocar para Macios entre as voltas 35 e 41. A ordem inversa também é considerada competitiva, com largada usando Macios e mudança para Médios entre as voltas 30 e 36.

A segunda alternativa oferece uma vantagem potencial na largada, já que os pneus Macios proporcionam maior aderência. Isso pode ser relevante no Autódromo Hermanos Rodríguez, onde os pilotos percorrem uma longa reta antes da primeira frenagem.

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Entretanto, a estratégia de duas paradas também aparece como uma opção viável. A combinação mais competitiva nesse cenário seria começar com Macios, trocar para Médios entre as voltas 19 e 25 e retornar aos Macios entre as voltas 45 e 51.

As diferenças entre as alternativas são suficientemente pequenas para permitir que as equipes adotem abordagens distintas, dependendo do desempenho dos carros, da posição na pista e do comportamento dos pneus.

Outro fator importante será a tentativa de ultrapassagem por meio das paradas antecipadas, o chamado undercut. A expectativa é que essa estratégia seja bastante eficiente no México, mas antecipar uma troca também pode deixar o piloto vulnerável caso ocorra uma neutralização.

Os dados históricos apresentados para o período entre 2018 e 2025 indicam presença do Safety Car em 60% das corridas, enquanto o Safety Car Virtual também apareceu em 60% das edições analisadas. A bandeira vermelha foi registrada em 20% delas.

F1: Pirelli prevê disputa entre uma e duas paradas no GP do México

Uma parada em condições normais representa perda estimada de 21,8 segundos, contra aproximadamente 12 segundos durante um período de Safety Car ou Safety Car Virtual. Assim, uma neutralização pode alterar significativamente a vantagem entre os pilotos que já trocaram pneus e aqueles que permaneceram na pista.

A possibilidade de utilizar pneus Duros existe, mas não aparece entre as opções preferidas pela Pirelli. A fornecedora acredita que o composto C3 terá dificuldades para entregar desempenho consistente, apesar de apresentar uma taxa de degradação menor nas análises disponíveis.

“Tudo está em aberto, mas acreditamos fortemente que utilizar os compostos mais macios será a melhor opção, em uma corrida de uma ou duas paradas”, afirmou Simone Berra, engenheiro-chefe da Pirelli.

“Acreditamos que o C3 terá dificuldades em termos de desempenho e de manutenção da consistência. Esperamos que apresente um mecanismo de degradação semelhante ao C4 e ao C5, mas com desempenho geralmente inferior e menor aderência”, explicou.

F1: Pirelli prevê disputa entre uma e duas paradas no GP do México

Segundo a análise, a dificuldade do pneu Duro em gerar aderência pode provocar mais deslizamentos e aquecimento, comprometendo sua vantagem de durabilidade. A alternativa de largar com Macios e trocar para Duros teria uma janela ideal entre as voltas 24 e 30, mas é considerada menos provável.

A distribuição dos pneus disponíveis também poderá influenciar as decisões. Todos os pilotos chegam à corrida com um jogo de Médios e um de Duros, enquanto a quantidade de Macios novos varia entre os competidores.

Hamilton, Russell e Isack Hadjar não possuem jogos novos de Macios, enquanto os demais contam com pelo menos um. Oscar Piastri, que largará em 12º, tem três jogos novos disponíveis, o que amplia suas possibilidades para uma estratégia de recuperação.

Os dados de degradação apontam perdas estimadas de 0s068 por volta com os Macios, 0s065 com os Médios e 0s046 com os Duros. Embora o composto mais resistente apresente menor desgaste, sua desvantagem de desempenho pode superar o benefício da durabilidade.

O clima também será determinante. A previsão é de tempo seco, com temperatura ambiente chegando a 27°C e asfalto alcançando 51°C, condições semelhantes às registradas no sábado e mais quentes do que durante as avaliações dos pneus Duros na sexta-feira.

O aumento da temperatura da pista pode modificar o comportamento do C3 e torná-lo uma alternativa um pouco mais interessante do que sugeriram os primeiros treinos. Ainda assim, a expectativa predominante é de uma disputa estratégica concentrada nos compostos Macios e Médios.

O GP do México começa às 17h, pelo horário de Brasília, e o F1MANIA.NET acompanha toda a corrida em tempo real, incluindo as estratégias de pneus, paradas nos boxes e a disputa pela vitória.