F1: Ocon conta bastidores de ano dramático como reserva na Mercedes

Esteban Ocon relembrou um dos períodos mais difíceis de sua trajetória na Fórmula 1, ao falar sobre a temporada em que acabou como piloto reserva da Mercedes. O francês revelou que chegou a chorar ao perceber que teria de esperar meses por uma oportunidade de voltar a pilotar.

O piloto da Haas, afirmou em uma entrevista ao Motorsport.com, que em 2018, seu futuro parecia encaminhado para a Renault (atual Alpine), mas negociações paralelas e mudanças no mercado de pilotos alteraram completamente o cenário. O desfecho o deixou sem vaga no grid para a temporada seguinte, apesar do bom desempenho que vinha apresentando.

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“Foi difícil. Na verdade, eu deveria correr pela Renault, mas outra equipe também estava na disputa na época. E sim, a combinação das duas criou uma grande confusão para o meu ano na F1”, disse ele. Naquele momento, o francês era considerado uma opção da Mercedes para substituir Valtteri Bottas em 2019, enquanto Renault e McLaren também demonstravam interesse em contratá-lo.

Porém, a Mercedes optou por renovar com Bottas, enquanto a Renault mudou seus planos após surgir a oportunidade de contratar Daniel Ricciardo. Ao mesmo tempo, a McLaren foi informada de que Ocon não estaria disponível e avançou nas negociações com Carlos Sainz. Sem espaço nas equipes envolvidas, o piloto acabou assumindo a função de reserva da Mercedes.

Esteban Ocon (FRA) Haas F1 Team.
Foto: XPB Images

Ocon disse que o período foi especialmente frustrante por trabalhar intensamente no desenvolvimento do carro, sem poder acelerar na pista: “Aquele foi um ano difícil. Obviamente, eu não estava feliz com a minha situação. Eu estava desenvolvendo um carro à noite e fazendo o trabalho de dois pilotos reservas, fiz tudo sozinho”, acrescentou.

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Ele revelou ainda, que a confirmação de que só teria um teste meses depois, foi o momento mais marcante daquele período: “Me lembro de entrar no meu carro alugado e chorar. Eu precisava desesperadamente de treinos para o ano seguinte. Meu plano era correr o máximo possível, em qualquer carro, e absorver o máximo de conhecimento técnico possível da equipe vencedora para o dia em que eu retornasse ao cockpit. Mas a espera foi difícil e parecia interminável”, encerrou Ocon.