F1: Montoya compara Colapinto a Verstappen após acidente no GP do Azerbaijão

O acidente de Franco Colapinto na relargada do GP do Azerbaijão da Fórmula 1 do último sábado (26) rendeu muitos comentários e comparações. Para Juan Pablo Montoya, a atitude do argentino em Baku tem algo em comum com o estilo do tetracampeão Max Verstappen: a disposição de aproveitar qualquer oportunidade, mesmo com o risco de errar.

O piloto da Alpine chegou à curva 1 rápido demais, travou os freios e acertou Pierre Gasly. O companheiro de equipe acabou sendo jogado contra Lando Norris, e os três terminaram fora da corrida.

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Na hora de decidir a punição, os comissários não aplicaram a tolerância que costuma aparecer em acidentes na primeira curva. Na avaliação deles, nenhum outro piloto contribuiu para o incidente. Como Colapinto já havia abandonado com danos irreparáveis no carro, uma punição de 10 segundos foi transformada em perda de posições no grid na próxima corrida, que será na Malásia.

George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team W17 leads as Franco Colapinto (ARG) Alpine F1 Team A526 locks up under braking.
Foto: XPB Images

Montoya, no entanto, entende o que levou o argentino a tentar a manobra. Em entrevista à F1TV depois da corrida, o colombiano destacou justamente a postura agressiva de Colapinto: “O difícil nesse caso é que você é agressivo, vê uma oportunidade e precisa admirar isso”, disse Montoya. “Eu admiro quem tenta. Quando há uma relargada, eles veem como uma oportunidade. Algumas pessoas veem uma relargada como ‘não quero perder uma posição’, e o Franco é o cara que quer ir e aproveitar isso.”

“Quando você é sempre o cara, como o Max (Verstappen), que sempre vê uma oportunidade de aproveitar, você vai cometer erros.”

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Para o ex-piloto de F1, a forma como a relargada aconteceu também ajudou a criar a situação. Depois de um longo período andando atrás do Safety Car, os carros estavam muito próximos uns dos outros antes de acelerarem de vez rumo à Curva 1:

“É difícil porque parecia que todo mundo estava freando muito cedo. Acho que o problema é que, quando você tem um ponto de referência e está chegando, sei lá, a 320, 330 quilômetros por hora e freia no ponto de referência de 120 metros, você espera que, chegando a 200, vá frear no de 80 metros, e acho que ele esperava que todos fossem muito mais longe.”

A situação, segundo Montoya, ficou ainda mais complicada porque havia uma fila de carros acelerando ao mesmo tempo. “O problema é que, quando você está tão atrás, sabe, é como um engarrafamento: todo mundo vai acelerando e acelerando, e você o vê frear e ele vai bater em alguém, então ele desvia e vai para o lado de dentro. Ele quase parou o carro. Sim, ele cometeu um erro, bateu no companheiro de equipe e também tirou o Lando. Quer dizer, ele cometeu um erro, mas foi por pouco”, finalizou.