Bradley Lord, vice-chefe da Mercedes na Fórmula 1, explicou o motivo de George Russell ter parado durante o regime de safety-car virtual mesmo após largar com pneu duro no GP da Espanha.
O britânico foi o único piloto das equipes de ponta de não se manter na estratégia de apenas uma parada em Madring. A direção de prova neutralizou a corrida na volta 14, bastante conveniente para o top-4 dos times, que começaram com compostos médios ou macios – com exceção de Lando Norris, que já havia passado o pit quando o VSC foi anunciado.
Charles Leclerc e Russell, entretanto, foram de duros. O monegasco se manteve na pista e liderou a corrida até a volta 45, enquanto o titular da Mercedes trocou para médios no carro de segurança virtual e depois voltou para o duro na volta 28.
“O VSC funcionou de forma muito diferente para o George; surgiu no pior momento possível para ele, visto que ele havia começado a corrida com pneus duros e pretendia fazer um stint longo, aproveitando quaisquer eventos que ocorressem mais tarde na prova. Ele largou em sexto lugar com pneus duros, planejando fazer apenas uma parada. Quando o VSC foi acionado, ele era o segundo carro na pista com pneus duros, logo atrás da Ferrari de Leclerc. Por isso, instruímos George a fazer um pit stop oposto ao de Leclerc”, explicou Lord.

“Por quê? Porque, se não tivéssemos feito isso, ele teria simplesmente seguido Leclerc até o final. A oportunidade de fazer um undercut era muito, muito limitada, e a chance de ultrapassagem era praticamente inexistente para carros com pneus de desgaste semelhante. Então, colocamos George com pneus médios. Sabíamos que os médios não aguentariam as 43 voltas restantes até o fim, mas, ao fazer algo diferente, George completou um stint de 20 voltas e depois voltou para os pneus duros, já que queríamos usar esse composto pelo maior tempo possível na corrida…”
“George então exibiu um desempenho realmente impressionante. Ele estava tão rápido que forçou Leclerc a ir para os boxes provavelmente antes do que a Ferrari gostaria; isso trouxe Leclerc para o pit stop e deu pista livre para Kimi na frente, mas também permitiu que George pressionasse Leclerc nas voltas finais — com pneus macios que eram bastante frágeis, e ele acabou a corrida apenas 0,7 segundos atrás”, emendou.
“Após a corrida, George foi muito pragmático: disse que não achava que o que fizéssemos faria muita diferença, fosse mantê-lo na pista ou chamá-lo para os boxes, ele provavelmente terminaria em quinto lugar de qualquer forma, dada a dificuldade de ultrapassagem em Madring”, concluiu.
