A Mercedes estuda o melhor momento para cumprir uma possível punição por troca de componentes da unidade de potência de Kimi Antonelli na temporada 2026 da Fórmula 1. O GP da Itália, em Monza, aparece como o principal candidato, mas o GP do Azerbaijão também está sendo considerado pela equipe.
Líder do campeonato, o italiano já atingiu o limite regulamentar de motores a combustão, escapamentos, baterias e unidades de controle eletrônico permitidos para a temporada. O competidor ainda pode utilizar mais um turbocompressor e um MGU-K antes de sofrer punições. Entretanto, caso seja necessário instalar um novo motor a combustão, escapamento, bateria ou central eletrônica, receberá uma punição no grid.
Por esse motivo, as equipes costumam escolher circuitos onde ultrapassar é mais fácil para minimizar os prejuízos. Monza é visto como um dos melhores locais para cumprir esse tipo de penalidade devido às longas retas e às boas oportunidades de ultrapassagem, características que não estão tão presentes em pistas como Zandvoort ou Baku.

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, admitiu que a equipe ainda não decidiu se a troca será necessária, mas reconheceu que o circuito italiano reúne características favoráveis, apesar do peso emocional da prova para Antonelli, que correrá em casa.
“Espero que nem precisemos cumprir essa punição, mas ainda temos que decidir se ela será necessária e, caso seja, em qual circuito. Existe uma corrida que seria muito especial para o Kimi, mas, no papel, parece um bom lugar para cumprir uma punição por troca de motor. Vamos precisar conversar com o Marco (Antonelli, pai de Kimi) para decidir se vale a pena fazer isso em Monza”, afirmou.
“Baku também pode ser uma alternativa. Talvez seja melhor tirar essa pressão de Monza e largar do fim do grid em outra pista. Nossa confiabilidade não tem sido boa, então ainda vamos avaliar se isso será necessário ou não”, acrescentou.
Os problemas de confiabilidade da Mercedes começaram no GP da Espanha, quando Antonelli abandonou a prova devido a uma falha elétrica na unidade de potência enquanto ocupava a segunda colocação. A equipe introduziu uma solução para o problema na etapa seguinte, na Áustria, mas segue monitorando a durabilidade dos componentes para o restante da temporada.
