F1: Menos GPs fizeram receitas caírem no segundo trimestre

A temporada 2026 da Fórmula 1 revelou um efeito financeiro importante das mudanças no calendário da categoria. A Liberty Media registrou US$ 764 milhões em receitas no segundo trimestre, uma queda de 38% em relação aos US$ 1,226 bilhão do mesmo período de 2025.

O principal motivo para essa diferença, foi o número de corridas realizadas entre abril e junho. Foram apenas cinco etapas este ano, contra nove em 2025, reduzindo as oportunidades de reconhecimento de receitas com promoção de corridas, direitos de mídia e patrocínios.

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A receita principal da F1, que reúne essas três fontes, caiu 40%, de US$ 1,032 bilhão para US$ 622 milhões. No mesmo período, o lucro operacional recuou de US$ 293 milhões para US$ 73 milhões, enquanto o OIBDA ajustado passou de US$ 361 milhões para US$ 139 milhões.

O impacto também apareceu nos pagamentos às equipes. No segundo trimestre, foram US$ 316 milhões, contra US$ 513 milhões no mesmo período de 2025. No acumulado do primeiro semestre, a diferença chegou a US$ 127 milhões, com US$ 500 milhões pagos neste ano, embora esse valor não possa ser tratado como uma perda definitiva, já que o modelo financeiro depende do momento em que as receitas são reconhecidas.

Largada
Foto: XPB Images

A instabilidade no Oriente Médio contribuiu diretamente para o problema, com os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita deixando de ser realizados em suas datas originais no calendário. A inclusão posterior da Malásia elevou a previsão para 23 corridas, mas ainda abaixo das 24 etapas realizadas em 2025, além de poder apresentar diferenças em taxas de promoção, hospitalidade e custos operacionais.

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Para as equipes, alterações desse tipo também podem afetar o fluxo de caixa e o planejamento do desenvolvimento dos carros. Ainda assim, a Liberty destacou crescimento em audiência, público e engajamento digital, indicando que a queda financeira esteve ligada principalmente ao calendário. Os resultados mostram como acontecimentos geopolíticos capazes de alterar a programação da Fórmula 1, também podem produzir consequências relevantes em sua estrutura comercial.