Laurent Mekies defendeu a decisão da Red Bull Racing de mandar Max Verstappen devolver a posição a Lewis Hamilton, no início do GP da Espanha de Fórmula 1 no Madring. Segundo o chefe da equipe, a decisão evitou um risco maior de penalidade para o holandês e permitiu que Verstappen voltasse à disputa.
A determinação veio após um incidente entre os dois pilotos, e Mekies reconheceu que não era uma decisão fácil para Verstappen aceitar dentro do carro. A equipe, porém, analisou rapidamente a situação no pit wall e concluiu que seria melhor perder a posição naquele momento, do que correr o risco de sofrer uma penalidade mais pesada posteriormente.
“É sempre uma decisão dolorosa e difícil. Felizmente, os caras no pit wall analisaram muito bem a situação e fizeram a análise rapidamente”, afirmou Mekies à F1TV. Em tom sarcástico, o dirigente acrescentou que a Red Bull não esperava receber um agradecimento de Verstappen pela ordem.
Mekies explicou que, caso Verstappen não tivesse cedido a posição, os comissários poderiam aplicar uma punição de cinco ou dez segundos. Além disso, o impacto poderia ser ainda maior dependendo de uma eventual entrada do Safety Car ou de outras circunstâncias da corrida.

“Achamos que seria melhor aceitar a dor naquele momento e lutar novamente depois. Foi algo que Max fez excepcionalmente bem, como sempre, em vez de esperar e correr o risco de uma penalidade maior, que poderia ter sido mais custosa depois”, acrescentou.
Hamilton abandonou pouco depois de receber a posição de volta, com problemas de freio em sua Ferrari, mas Mekies avaliou que Verstappen fez o que precisava para seguir competitivo. O dirigente considerou que o segundo lugar representa o máximo possível para a Red Bull nesse dia de hoje.
Mekies ainda elogiou a corrida de Liam Lawson e informou que, nas próximas duas semanas, a equipe irá avaliar a situação de Isack Hadjar. O francês continuará trabalhando no simulador durante a recuperação da fratura no pulso, e a decisão sobre seu retorno será tomada posteriormente.
