Toto Wolff pediu cautela ao analisar os grandes saltos de desempenho das equipes da Fórmula 1 em 2026 após a evolução apresentada pela McLaren no GP da Hungria. O chefe da Mercedes acredita que as mudanças no equilíbrio da categoria precisam ser avaliadas com cuidado.
A McLaren levou sua primeira grande atualização desde o GP de Miami para Hungaroring, e o pacote trouxe resultados: Lando Norris conquistou a primeira pole position do ano e converteu a vantagem em sua primeira vitória em grande prêmio como atual campeão mundial.
Na primeira metade de 2026, as equipes têm apresentado ganhos expressivos após novas atualizações, algo que Wolff atribui à imaturidade do atual regulamento de chassis. Como cada equipe segue um cronograma diferente para introduzir peças, o desempenho pode oscilar bastante ao longo da temporada.

A Mercedes, que não apresentou um grande pacote desde o GP do Canadá, no fim de maio, vê uma disputa intensa pelo desenvolvimento até o fim do campeonato. Para Wolff, é preciso evitar conclusões rápidas sobre quem está ou não competitivo: “Quando você pergunta à inteligência artificial quem eram os favoritos para Budapeste, a inteligência artificial vai dizer McLaren”, disse Wolff à imprensa. “Porque eles foram a equipe dominante em Hungaroring nos últimos anos, acho que foi um 1-2 no ano passado.”
O dirigente destacou que o circuito húngaro favorece a McLaren, mas alertou para as variações causadas pelas atualizações. “Então, definitivamente, é uma das pistas boas para eles, não muito boa para nós, então precisamos ter cuidado para não oscilar, sabe, de ‘de repente todo mundo é competitivo’ para ‘de repente uma equipe não é mais competitiva’.”
Apesar da cautela, Wolff reconheceu o progresso da rival e afirmou que a batalha pelo desenvolvimento será decisiva. “Eles definitivamente deram um passo. Eles continuam na briga. Não trouxemos uma atualização há algum tempo, e dá para ver que isso vai ser uma batalha de desenvolvimento daqui para frente.”
