A Fórmula 1 registrou duas infrações ao toque de recolher no GP de Mônaco. McLaren e Cadillac foram notificadas pela FIA após membros de suas equipes permanecerem trabalhando no circuito durante o período restrito entre sexta-feira e sábado.
Apesar da violação, nenhuma das equipes recebeu punição. Os comissários explicaram que este foi o primeiro dos quatro casos excepcionais permitidos pelo regulamento para cada equipe ao longo da temporada 2026, o que evitou qualquer sanção.
Segundo o documento divulgado pela FIA, profissionais ligados à operação dos carros permaneceram no circuito após o início do período de 11 horas e meia de toque de recolher, iniciado às 22h de sexta-feira. O regulamento prevê até quatro exceções individuais por temporada, desde que devidamente registradas.
No caso da McLaren, a situação esteve diretamente relacionada ao problema enfrentado por Lando Norris no TL2. O atual campeão parou na pista pouco depois da Nouvelle Chicane, cerca de 15 minutos após o início da sessão. A equipe identificou o problema como sendo de natureza elétrica e decidiu realizar uma investigação mais aprofundada durante a noite.

Em comunicado, a McLaren explicou que precisou substituir o chicote elétrico do carro e também um conjunto ESME, componente trocado dentro da cota permitida pelo regulamento. “Após o carro de Lando parar na pista no TL2, a equipe realizou um trabalho extenso antes do TL3. Para investigar e resolver completamente o problema, optamos por quebrar o toque de recolher e substituir alguns componentes”, informou a equipe.
A Cadillac também teve uma sexta-feira complicada. Sergio Pérez precisou abandonar a sessão após uma falha nos freios provocar chamas na parte dianteira do carro. O mexicano estacionou o carro na região da Piscina, obrigando a rápida intervenção dos fiscais. As dificuldades enfrentadas pelas duas equipes ajudam a explicar o trabalho extra realizado durante a madrugada para preparar os carros para o restante do fim de semana em Monte Carlo.
