F1: McLaren compra créditos de carbono para reflorestar a Amazônia

A McLaren Racing receberá créditos de remoção de carbono de alta qualidade de projetos de reflorestamento nativos e biodiversos no Brasil, desenvolvidos pelo Fundo de Reflorestamento da Amazônia, administrado pela Mombak

A Mombak assinou um acordo com a McLaren Racing para fornecer à equipe créditos de remoção de carbono de alta qualidade de seus projetos na floresta amazônica brasileira. Com a entrega de créditos de remoções feitas entre as safras de 2023 e 2025 a um preço médio de mais de US$50 por tonelada, o acordo poderá ajudar a moldar o nascente setor de remoção de carbono no Brasil.

Para a McLaren, esse acordo é um passo importante em sua jornada para alcançar o net zero de carbono até 2040. “Na McLaren Racing, nós nos comprometemos a atingir o net zero até 2040 e a fazer nossa parte, de acordo com a ciência climática, para lidar com as mudanças climáticas. Uma grande parte disso é garantir que reduziremos as emissões em todas as nossas operações e na cadeia de suprimentos, mas sabemos que isso não é suficiente. Também temos que fazer algo a respeito do carbono existente na atmosfera terrestre, dos ecossistemas danificados e da perda de biodiversidade. É disso que trata o nosso Programa de Contribuição Climática. Estamos muito satisfeitos com a parceria com três projetos fantásticos que estão oferecendo soluções tangíveis e confiáveis para os impactos da mudança climática e estamos animados para ver o que podemos alcançar juntos”, disse Kim Wilson, Diretor de Sustentabilidade da McLaren Racing.

Gabriel Silva, co-fundador e CFO da Mombak, destaca o valor da parceria com uma das principais marcas do mundo. “Temos a honra de ser o fornecedor de serviços de remoção de carbono da McLaren Racing. Essa parceria não apenas apoia o plano de transição climática da McLaren, mas também ajuda a alimentar o reflorestamento nativo em grande escala na floresta amazônica.”

A missão da Mombak é reconstruir as florestas da Amazônia desenvolvendo projetos de remoção de carbono de alta integridade, reflorestando pastagens degradadas brasileiras usando espécies de árvores nativas e biodiversas. O carbono adicional removido da atmosfera por esses projetos gera créditos de remoção de carbono de alta qualidade, vendidos no mercado à vista e por acordos de compra.

Para fornecer créditos de remoção de carbono à McLaren Racing, o Fundo de Reflorestamento da Amazônia já iniciou grandes projetos de reflorestamento, incluindo o maior projeto de remoção de carbono nativo e biodiverso da Amazônia. Esse projeto, com aproximadamente metade do tamanho de Manhattan, inclui mais de 90 espécies de árvores nativas brasileiras, inclusive centenas de milhares de mudas de espécies ameaçadas de extinção, como Cedro Rosa (Cedrela fissilis), Castanheira (Bertholletia excelsa), Itaúba (Mezilaurus itauba) e Mogno (Swietenia macrophylla). O projeto também teve um impacto positivo na comunidade do entorno, criando mais de 50 empregos formais para uma população marginalizada.