Ayao Komatsu, explicou os motivos que levaram à saída de Esteban Ocon da Haas na Fórmula 1, dizendo que a decisão foi tomada exclusivamente por razões profissionais e pensando nos interesses da equipe, mas evitou revelar detalhes sobre o episódio.
A situação veio à tona de forma inesperada no GP do México. O francês foi substituído por Ryo Hirakawa ainda durante a etapa, sem que a equipe americana apresentasse uma explicação pública para a mudança. Posteriormente, o piloto usou as redes sociais para negar relatos de que teria ocorrido uma discussão com agressão física envolvendo o chefe do time.
Em entrevista à Sky Sports F1, Komatsu admitiu que o desfecho não fazia parte dos planos da equipe quando contratou o piloto, mas afirmou que considerou o afastamento a única decisão possível diante das circunstâncias.
“Não posso entrar em detalhes, mas certamente não foi assim que planejamos. Não era isso que eu esperava quando o contratei para correr no ano passado. É uma situação que traz muita tristeza, mas, honestamente, senti que essa era a única decisão que poderia tomar, profissionalmente, como chefe de equipe. Foi uma decisão totalmente profissional, nada além disso”, declarou.

Ao conversar com a imprensa no Brasil, na quinta-feira, o dirigente reforçou que sua responsabilidade é tomar decisões considerando o que considera melhor para a Haas. “No fim das contas, sou o chefe da equipe e toda decisão que tomo parte da pergunta: ‘O que preciso fazer pelo melhor interesse desta equipe?’. Nesse sentido, tenho clareza sobre o que precisava fazer. Preciso tomar uma decisão baseada puramente no profissionalismo”, afirmou.
“É claro que não é fácil, mas pelo menos estou tranquilo comigo mesmo. Não posso entrar em detalhes, mas esta é a Fórmula 1, e cada dia traz um novo desafio. Encaro qualquer novo desafio como uma oportunidade de aprender e fazer a coisa certa. Não quer dizer que a situação que aconteceu no México seja algo que eu procure. Mas, novamente, tenho uma responsabilidade, então preciso manter 100% de profissionalismo e tomar uma decisão pelo bem da equipe”, acrescentou.
“São quase dois anos trabalhando com Esteban, e isso me ensinou muito. No sábado de manhã, quando precisei contar aos meninos e meninas daqui que Esteban não pilotaria mais, todos ficaram surpresos, mas eu não podia entrar em detalhes”, explicou.
“Normalmente, eu gostaria de ser o mais transparente possível, mas, neste caso, não posso. Disse: ‘Tudo o que peço é que deem ao Ryo todo o apoio’. E foi simplesmente brilhante, todos seguiram em frente. A equipe mereceu aquele ponto e está em bom estado de espírito. Todos estão concentrados. Não sei se o ambiente mudou, mas a equipe está em uma boa situação”, concluiu.
