A Haas rejeitou a ideia de que o novo regulamento da Fórmula 1, tenha servido como um ‘choque de realidade’ para as equipes do pelotão intermediário. Para Ayao Komatsu, a diferença para Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull Racing, não pode ser explicada apenas pela quantidade de recursos disponíveis.
Os quatro times principais abriram uma vantagem considerável sobre o restante do grid no início do novo ciclo técnico. Com isso, as equipes do meio do pelotão dependem frequentemente de problemas entre os líderes para conseguir colocar um carro entre os oito primeiros durante um final de semana de GP.
A própria Haas enfrenta dificuldades em 2026 e reconheceu que não dispõe dos recursos necessários para promover uma recuperação rápida. Ainda assim, Komatsu afirmou que reduzir a diferença financeira entre as equipes seria uma explicação simplista para o cenário atual.

“Não acho que seja apenas uma diferença de recursos. É simplista demais dizer isso”, afirmou o chefe da Haas. Ele citou Racing Bulls, Audi e Williams como exemplos de que o desempenho não acompanha necessariamente o nível de investimento de maneira direta.
Komatsu destacou que a Racing Bulls evoluiu de forma impressionante depois de um início apenas razoável, enquanto a Audi apresentou um carro competitivo no primeiro ano como fabricante. Ao mesmo tempo, a Williams teve dificuldades em 2026 depois de apresentar um desempenho melhor na temporada passada: “Não é apenas uma questão de recursos. Não é tão simples assim”, acrescentou.
Para o dirigente, alcançar bons resultados exige uma combinação mais ampla de fatores: “Para ter sucesso na F1, você precisa fazer tudo certo. É preciso ter a quantidade adequada de recursos e apoio financeiro, mas o processo também precisa ser perfeito”, encerrou Komatsu, afastando a interpretação de que a atual hierarquia seja consequência exclusivamente da diferença de orçamento.
