F1: Hülkenberg contraria posição da Audi sobre divisão 60/40 dos motores

Apesar de a Audi estar entre as fabricantes contrárias à proposta de divisão 60/40 entre combustão e energia elétrica para o regulamento de motores de 2027 da Fórmula 1, Nico Hülkenberg afirmou estar aberto à mudança defendida pelo tetracampeão Max Verstappen. Ele reconheceu que a alteração poderia trazer benefícios, especialmente na redução da dependência do gerenciamento de energia.

“Bom, não é sobre o que eu quero, é sobre o que acontece. É claramente uma grande discussão entre todos os fabricantes, precisa haver um acordo pelo que entendi. Acho que ajudaria em certas áreas e facilitaria a vida, especialmente no treino classificatório, sendo um pouco menos dependente de algumas questões de energia. Então, sim, acho que sou aberto a isso”, disse o alemão ao GPBlog.

GP do Canadá 2026, Montreal, Fórmula 1, F1
Foto: XPB Images

A posição chama atenção porque diverge da linha adotada pela Audi nas discussões entre fabricantes. Ao ser informado disso, Hülkenberg não contestou e ressaltou a complexidade do tema, ainda mais com a chegada do Acordo de Desenvolvimento Acordado (ADUO).

“Acho que há diferentes propostas circulando. Não sei exatamente quais, mas é claramente político, e com o ADUO entrando em vigor agora pela primeira vez, é uma discussão maior. Muitas dessas coisas também parecem fáceis, mas acho que muitas pessoas não entendem o quão complexo é e o efeito cascata que isso tem no motor, no desenvolvimento, e você acaba tendo que reprojetar certas coisas. E essas coisas não se reprojetam em um mês, são questões mais complexas.”

A proposta de divisão 60/40 tem sido defendida por Verstappen, que considera excessiva a dependência da energia elétrica nos regulamentos de 2026. Os apoiadores da mudança acreditam que ela favoreceria as disputas em pista, enquanto os opositores alertam para os custos e impactos técnicos de alterar o projeto em desenvolvimento.