A Fórmula 1 teve uma terça-feira marcada por movimentações técnicas importantes para a retomada da temporada. A Mercedes prepara uma grande atualização para o GP da Holanda, enquanto a Red Bull definiu um plano para continuar desenvolvendo o RB22 e tentar voltar a vencer ainda em 2026.
Na Red Bull, Pierre Waché afirmou que o desenvolvimento seguirá até o fim do campeonato. O carro sofreu na primeira metade do ano com uma janela de funcionamento estreita, problemas de equilíbrio, excesso de peso, falhas de confiabilidade e até um defeito na direção. Após 11 etapas, a equipe ainda não venceu, mas o diretor técnico garantiu que a busca por vitórias com Max Verstappen ou Isack Hadjar continua sendo a prioridade.
A Mercedes também se prepara para atacar logo na volta das férias. O F1MANIA.NET publicou nesta terça-feira que a equipe trabalha em uma grande atualização para Zandvoort, etapa que abre a segunda metade do campeonato entre 21 e 23 de agosto. A equipe chega à Holanda liderando os dois Mundiais, com Kimi Antonelli no topo entre os pilotos.
A FIA, por sua vez, já começou a mexer nas regras técnicas de 2027. As mudanças atingirão principalmente o assoalho e a asa traseira, além de limitar soluções aerodinâmicas exploradas pelas equipes em 2026. Entre os ajustes estão alterações na região dianteira do assoalho, redução de elementos geradores de vórtices e uma asa traseira menor, enquanto o sistema FTM também será proibido.

Na McLaren, Andrea Stella evitou tratar a vitória de Lando Norris na Hungria como um ponto de virada definitivo. O dirigente reconheceu que as atualizações funcionaram conforme o planejado, mas destacou que as principais equipes também vêm evoluindo rapidamente e considera que a quantidade de desenvolvimentos disponíveis na segunda metade do ano terá peso importante na disputa.
Gabriel Bortoleto também esteve entre os destaques do dia ao defender a utilização de inteligência artificial na Fórmula 1. O brasileiro apareceu no noticiário em meio às discussões sobre como novas tecnologias podem fazer parte da evolução da categoria.
Outros assuntos relevantes desta terça-feira envolveram a Honda, que negou o rumor de um ganho de 50 cv com sua atualização de motor para a Aston Martin, e Charles Leclerc, descrito por um ex-engenheiro da Ferrari como “um pouco perdido” diante da fase de Lewis Hamilton. Antonelli também falou sobre transformar a pressão de correr como principal nome italiano do grid em uma força na disputa pelo campeonato.
