Kimi Antonelli continuou no centro das atenções da Fórmula 1 nesta segunda-feira após a vitória histórica no GP da Itália. Largando apenas da 19ª posição, o italiano venceu em Monza, tornou-se o primeiro piloto de seu país a triunfar no circuito desde Ludovico Scarfiotti em 1966 e ainda liderou uma dobradinha da Mercedes.
A atuação ganhou dimensão ainda maior pelos números. Antonelli conquistou a vitória com a segunda pior posição de largada de um vencedor na história da F1, atrás apenas de John Watson, que venceu em Long Beach em 1983 saindo de 22º. Nico Rosberg também comparou a recuperação do jovem de 20 anos às grandes atuações de Michael Schumacher, enquanto George Russell, segundo colocado, consolidou-se na vice-liderança do campeonato.
Enquanto a Mercedes celebrou, a Ferrari iniciou a semana tentando administrar as consequências de um GP de casa complicado. Lewis Hamilton e Charles Leclerc se tocaram na primeira volta, e o monegasco abandonou posteriormente após um forte acidente. Frédéric Vasseur admitiu que a equipe agora precisa discutir sua política de ordens internas, depois de defender até aqui a liberdade para os dois pilotos disputarem posições.
A situação de Leclerc também virou preocupação para a próxima etapa. O piloto deixou o centro médico sem uma lesão identificada, mas revelou uma alteração temporária na visão após o impacto e afirmou que passará por exames complementares antes de confirmar sua participação em Madri. A Ferrari ainda pretende investigar uma possível diferença na entrega de potência percebida pelo piloto antes do acidente.

Hamilton, por sua vez, avaliou que a Ferrari já perdeu o momento ideal para utilizar ordens de equipe em benefício de sua disputa pelo título. Depois de terminar apenas em sexto em Monza, o britânico afirmou que a decisão chegaria “muitas semanas” tarde demais, aumentando o peso do debate interno justamente quando a temporada entra em sua fase decisiva.
E a Fórmula 1 já muda o foco para um território completamente novo. O próximo fim de semana marca a estreia de Madring, em Madri, como palco do GP da Espanha. O circuito semipermanente será novidade para todo o grid, embora a Ferrari veja suas características mais sinuosas como uma possibilidade de reação depois das dificuldades enfrentadas nas longas retas de Monza.
