A Red Bull decidiu não mexer nas posições de Max Verstappen e Isack Hadjar durante o GP do Azerbaijão de Fórmula 1 do último sábado (26), mesmo quando o francês parecia ter um ritmo melhor com os pneus macios. Para Alex Brundle, a escolha passa pela hierarquia que existe dentro da equipe.
No começo da corrida, Hadjar vinha logo atrás de Verstappen e conseguia andar mais rápido com o composto macio, enquanto o holandês estava de pneus médios. A situação chegou a levantar a possibilidade de uma ordem para que os pilotos trocassem de posição, mas a Red Bull optou por manter a formação.
Brundle entende a decisão, embora admita que teria feito diferente em determinado momento da prova: “É uma interação interessante entre os dois”, disse ele ao podcast F1 Nation. “O pneu médio funcionou muito pior na Red Bull do que o pneu macio. Não acho que fez uma diferença enorme em suas posições finais quando você olha o quão longe Isack estava atrás no final da corrida. Mas, honestamente, houve definitivamente um período em que, no muro dos boxes, eu teria trocado eles de volta.”

No fim, Verstappen terminou em segundo, a pouco menos de dois décimos de segundo de George Russell, vencedor da corrida. Hadjar, por sua vez, não conseguiu transformar o ritmo apresentado no início em uma posição capaz de ameaçar o companheiro.
Para Brundle, também é preciso levar em conta o peso que Verstappen tem dentro da Red Bull. O piloto está na equipe desde o início de 2016 e, ao longo desse período, se consolidou como um dos nomes mais vitoriosos da história da Fórmula 1.
Além disso, nos últimos anos, Verstappen não enfrentou um desafio significativo por parte de seus companheiros de equipe e acabou estabelecendo uma posição de liderança dentro da Red Bull. Na visão de Brundle, isso ajuda a entender por que a equipe não quis alterar a ordem em Baku.
“Dizer a Isack para tentar ultrapassar a McLaren foi uma coisa razoável a se fazer, mas ainda é o segundo assento da Red Bull. Há uma hierarquia nessa equipe, e eles decidiram não quebrá-la.”
