Um comportamento inesperado do freio acabou tirando Lewis Hamilton do GP da Espanha de Fórmula 1, quando o piloto britânico ainda estava bastante competitivo com a Ferrari. A situação começou com uma frenagem diferente do habitual, com o pedal ‘longo’, e voltou a aparecer pouco depois, levando a equipe a encerrar sua corrida.
Hamilton vinha de um começo positivo, ocupando a terceira posição e envolvido na disputa com Max Verstappen. Na primeira chicane, o piloto da Red Bull Racing passou à frente ao cortar a curva, mas a equipe determinou posteriormente que ele devolvesse as posições conquistadas, após Hamilton indicar que a manobra deveria ser revista.
O episódio decisivo para Hamilton aconteceu algumas curvas depois. O britânico explicou que percebeu algo errado antes mesmo da freada na curva 5. Ao acionar o pedal, o carro inicialmente começou a parar, mas houve uma mudança repentina na resposta dos freios.
“Eu pisei no freio, o carro começou a parar, e então meio que… o pedal deu uma espécie de tranco, e de repente, o carro não desacelerou tão rápido quanto normalmente desaceleraria e acabei entrando com muita velocidade”, afirmou Hamilton à Sky Sports.

O excesso de velocidade fez o piloto tocar de raspão na barreira de proteção. Apesar disso, naquele momento o pedal voltou a funcionar normalmente. A situação, porém, não estava resolvida, pois algumas curvas depois, Hamilton percebeu novamente que o pedal havia ‘afundado’.
“Depois, acho que algumas curvas mais tarde, o pedal voltou a afundar. Portanto, não sei realmente de onde vem isso”, acrescentou.
Com o problema persistindo, a Ferrari chamou Hamilton para os boxes e decidiu retirar o carro da prova. O abandono encerrou uma corrida que havia começado com o britânico em terceiro lugar, mas que acabou comprometida pelo comportamento irregular dos freios.
