A Haas deixou a sessão de classificação para o GP de Mônaco de Fórmula 1, com a sensação de que desperdiçou uma grande oportunidade. A equipe acredita que tinha ritmo suficiente para avançar com tranquilidade ao Q2 e até disputar uma vaga no Q3, mas viu seus planos serem comprometidos por uma bandeira vermelha no fim do Q1.
Oliver Bearman foi um dos mais frustrados após encerrar a sessão apenas na 19ª posição. O britânico destacou o esforço da equipe para recuperar seu carro após os problemas no TL3 e afirmou que tinha desempenho suficiente para avançar sem dificuldades para a fase seguinte da sessão.
“Os mecânicos trabalharam incansavelmente para remontar o carro após o TL3, e ele estava muito bom. Eu deveria ter conseguido estar lá na frente”, afirmou. Segundo Bearman, sua volta rápida tinha potencial para colocá-lo confortavelmente no Q2 antes da interrupção da sessão. “Tive falta de sorte. Estava em uma volta que me colocaria facilmente no Q2 quando veio a bandeira vermelha”.
Após o reinício da sessão, Bearman explicou que não conseguiu colocar os pneus na temperatura ideal: “Ficamos parados por cerca de dois minutos na fila e, quando voltei para a pista, não tinha aderência nenhuma. O carro escorregava por todos os lados. Eu estava no limite, dando tudo de mim, mas simplesmente não havia aderência. Estou muito decepcionado”, disse ele.
Esteban Ocon compartilhou da mesma avaliação depois de terminar em 17º. O francês acredita que o carro tinha potencial para avançar não apenas ao Q2, mas também para lutar por uma posição no Q3: “O carro estava bom o suficiente para ir mais longe. A pista também estava melhorando para nós, mas mais uma vez, tivemos falta de sorte”, afirmou.

Ocon relatou que encontrou tráfego durante sua tentativa rápida antes da bandeira vermelha, e que o tempo restante após a interrupção não permitiu um aquecimento adequado dos pneus: “Perdi cerca de dois décimos com tráfego na volta rápida, depois veio a bandeira vermelha. Não tivemos tempo suficiente para aquecer os pneus e não conseguimos melhorar. É simples assim”, explicou.
Ayao Komatsu, chefe da equipe, classificou o resultado como difícil de aceitar. O dirigente acredita que a Haas tinha velocidade para colocar pelo menos um carro no Q3 e lamentou a oportunidade perdida em um circuito onde a sessão de classificação costuma definir grande parte do resultado final: “É uma oportunidade desperdiçada, e como estamos em Mônaco, onde a sessão de classificação é tudo, isso é muito difícil de aceitar”, acrescentou.
Mesmo com a decepção, Komatsu destacou o progresso feito pela equipe entre sexta-feira e sábado, e elogiou o trabalho dos pilotos e dos mecânicos. Ao mesmo tempo, reconheceu que o carro ainda possui uma janela de funcionamento muito estreita: “A cada corrida estamos aprendendo, mas precisamos transformar essas lições em evolução. Neste momento parece que tudo está no limite e não conseguimos ter um pouco de sorte”, completou.
