Nem mesmo a evolução observada no comportamento do carro, foi suficiente para colocar a Haas na briga por posições melhores na sessão de classificação do GP da Bélgica de Fórmula 1. A equipe terminou a sessão em Spa-Francorchamps com Oliver Bearman em 16º e Esteban Ocon em 18º, reforçando que ainda há um déficit importante de desempenho a ser superado.
Apesar do resultado, o time deixou a sessão com avaliações distintas entre seus pilotos. Enquanto Bearman elogiou o equilíbrio do carro e considerou ter realizado uma de suas melhores classificações em termos de execução, Ocon voltou a enfrentar dificuldades e não conseguiu reproduzir o desempenho apresentado anteriormente.
“Foi um dia difícil, e não éramos rápidos o suficiente para estar na disputa pelo Q3. Fizemos o nosso melhor, e o nosso melhor foi o P16. Sinto que foi uma das minhas melhores sessões de classificação em termos de execução. Todas as minhas voltas foram muito bem feitas e os tempos continuaram melhorando”, afirmou Bearman.
O britânico admitiu, entretanto, que a performance geral da Haas continua abaixo do esperado: “No lado do desempenho, não estou feliz, ninguém da equipe está feliz, e precisamos continuar trabalhando. O ponto positivo é que o equilíbrio do carro deu um grande passo em relação à última etapa”, disse ele.
Já Ocon destacou que a Haas sofre especialmente nas retas de Spa. Segundo o francês, a perda de tempo nesse tipo de trecho chegou a quase meio segundo, obrigando a equipe a buscar alternativas durante a sessão: “Sabíamos que seria uma sessão difícil, porque temos um grande déficit de velocidade em reta em comparação com onde deveríamos estar”, explicou.

“Estávamos tentando perder menos tempo ficando próximos de outro carro. A volta foi boa, a equipe ficou satisfeita e eu também, mas com essa dificuldade e alguma perda de carga aerodinâmica na traseira, sempre seria complicado. Fizemos o máximo com o que tínhamos”, acrescentou.
O chefe da equipe, Ayao Komatsu, classificou o sábado como um dia de sentimentos mistos. De acordo com o dirigente, Bearman extraiu praticamente tudo do carro, apesar de ter perdido algum tempo ao acionar acidentalmente um botão do volante em sua última volta no Q2.
Por outro lado, Komatsu admitiu preocupação com a situação de Ocon, que não conseguiu encontrar o mesmo acerto do companheiro de equipe: “Esteban estava satisfeito com o carro no TL2, então ainda não entendemos por que isso mudou. Tivemos também um problema na utilização da energia na sessão de classificação, mas mesmo sem isso, ele não teria igualado o tempo de Ollie hoje. Sabemos que, quando tudo funciona como deveria, ambos os pilotos ficam satisfeitos. Estamos indo na direção certa, mas precisamos encontrar mais desempenho no carro”, completou.
