Fernando Alonso pode se tornar a peça central da próxima movimentação do mercado de pilotos da Fórmula 1. Segundo rumores publicados pelo GPblog e pelo jornalista Joe Saward, a decisão do espanhol sobre seu futuro durante a atual pausa na temporada, poderá influenciar diretamente Aston Martin, Alpine e Williams.
Alonso pretende usar esse intervalo no campeonato para avaliar os próximos passos da carreira. A possibilidade de uma mudança para a Alpine dependeria da evolução da Aston Martin com a nova unidade de potência Honda, que será utilizada em conjunto com o carro na especificação B após a pausa, começando pelo GP da Holanda.
O espanhol estaria considerando uma troca de equipe caso não veja progresso suficiente no desempenho do novo conjunto. Segundo Joe Saward, essa é uma possibilidade observada nos bastidores. O novo motor já foi testado em um dia de filmagem após o GP da Hungria, antes de sua estreia prevista para Zandvoort.
Ainda segundo o GPblog, uma eventual saída de Alonso faria a Aston Martin voltar sua atenção para Carlos Sainz. O espanhol tem contrato perto do fim com a Williams e também deve definir seu futuro durante a pausa. Sainz já demonstrou não estar satisfeito com a situação atual da Williams e recentemente indicou que poderá tomar sua decisão pensando no médio prazo: “Depende da rapidez com que conseguirmos sair desta situação. Eu tinha um prazo em mente para esperar esta equipe voltar a vencer, mas isso claramente vai demorar mais”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Preciso mudar minha mentalidade agora, olhar para onde estarei em três ou quatro anos e tomar uma decisão com base nisso”.

Esse cenário também inclui Franco Colapinto. Segundo os rumores, o piloto argentino teria interesse em retornar à Williams, equipe pela qual competiu anteriormente em algumas etapas. Nesse contexto, Alonso ocuparia a vaga de Colapinto na Alpine, Colapinto voltaria para a Williams e Sainz seguiria para a Aston Martin, caso entenda que a equipe de Grove não evoluirá o suficiente.
O próprio Alonso admitiu que seu futuro está sendo influenciado pelo rumo da categoria: “Como disse em Spa, não gostei de pilotar em Silverstone e Spa. Não gosto de assistir, não é divertido pilotar, e repetimos a mesma coisa em todos os GPs. Não é uma crítica, é apenas para melhorar a categoria”, continuou. O bicampeão também indicou que a perda de emoção ao volante pesa em sua reflexão: “Preciso discutir isso. É simplesmente uma questão de saber se a Fórmula 1 ainda me proporciona a adrenalina de que preciso para viver”, completou.
