Hamilton, Russell e Leclerc ocupam três das quatro primeiras posições, enquanto Norris fica em sexto e Piastri sofre eliminação inesperada no Q2.
Ferrari e Mercedes assumiram o protagonismo na classificação do GP do México de Fórmula 1 de 2026. Lewis Hamilton conquistou a pole-position neste sábado (31), com 1:16.514s, superando George Russell por apenas 0s009. Charles Leclerc terminou em terceiro, garantindo duas Ferrari entre os três primeiros, enquanto Max Verstappen colocou a Red Bull em quarto. O resultado deixou a McLaren em uma situação mais complicada do que a apresentada durante os treinos livres.
Lando Norris, que havia liderado o TL3 e também foi o mais rápido no Q2, terminou a classificação em sexto, a 0s310 de Hamilton. Oscar Piastri teve um resultado ainda mais difícil, sendo eliminado na segunda fase e ficando em 13º. A diferença entre os dois pilotos da equipe britânica foi uma das principais surpresas da sessão, especialmente depois do desempenho apresentado pela McLaren na preparação para a etapa.
O fim de semana mexicano começou com a Ferrari demonstrando força.
Leclerc liderou o TL1 e o TL2, estabelecendo a referência de velocidade na sexta-feira. O monegasco conseguiu se destacar em um circuito que exige eficiência aerodinâmica e boa tração nas saídas de curva.
A altitude de aproximadamente 2.285 metros do Autódromo Hermanos Rodríguez torna a etapa particularmente desafiadora.
O ar menos denso reduz a eficiência dos elementos aerodinâmicos e dificulta a refrigeração dos componentes, exigindo configurações específicas dos carros.
A Ferrari pareceu encontrar uma combinação competitiva desde as primeiras atividades, mas a disputa ganhou novos elementos no sábado.
Norris assumiu a liderança do TL3 com 1:17.600s, superando Kimi Antonelli por apenas 0s001.
Leclerc terminou em terceiro, enquanto Piastri colocou a segunda McLaren na quarta posição. Verstappen completou os cinco primeiros.
O resultado indicava que a equipe britânica poderia disputar diretamente a pole-position, especialmente depois de uma sexta-feira em que Norris já havia aparecido próximo da Ferrari.
Na classificação, entretanto, o cenário mudou.
Hamilton assumiu a liderança do Q1 com 1:17.341s, mostrando que também tinha condições de disputar a primeira posição.
Leclerc terminou em terceiro, enquanto Russell apareceu em quinto. Norris foi apenas o sétimo, embora tenha avançado sem maiores dificuldades.
Piastri também conseguiu superar a primeira fase, terminando em quarto.
A principal mudança aconteceu no Q2.
Norris encontrou uma volta muito competitiva e registrou 1:16.728s, assumindo a liderança da sessão.
O britânico superou Verstappen, Leclerc, Hamilton e Russell, reforçando a expectativa de que poderia disputar a pole-position.
Piastri, entretanto, enfrentou dificuldades para encontrar aderência.
O australiano reclamou pelo rádio do comportamento da traseira de sua McLaren e não conseguiu completar uma volta suficientemente rápida para avançar ao Q3.
Sua melhor marca foi de 1:17.646s, resultado que o deixou em 13º.
A eliminação representou uma surpresa importante, especialmente porque Piastri havia terminado o último treino livre entre os quatro primeiros.
Enquanto Norris avançava como o mais rápido, seu companheiro de equipe ficava fora da disputa definitiva pela pole-position.
No Q3, a Ferrari voltou a assumir o protagonismo.
Leclerc registrou 1:16.647s na primeira sequência de voltas rápidas, estabelecendo uma referência que parecia difícil de superar.
O monegasco apresentou desempenho particularmente forte no segundo setor, conseguindo abrir vantagem sobre os principais adversários.
Norris também melhorou sua marca, mas ficou distante da Ferrari.
O britânico registrou 1:16.824s, tempo que acabou sendo suficiente apenas para a sexta posição.
Russell, por outro lado, encontrou velocidade na tentativa decisiva e conseguiu superar Leclerc.
Hamilton respondeu imediatamente.
O heptacampeão mundial completou uma volta de 1:16.514s, superando Russell por apenas nove milésimos e conquistando sua primeira pole-position desde o GP da Hungria de 2023.
Leclerc ainda melhorou para 1:16.633s, mas terminou em terceiro.
Verstappen ficou em quarto, com 1:16.692s, enquanto Antonelli terminou em quinto, com 1:16.707s.
O resultado final confirmou a vantagem de posição de largada construída por Ferrari e Mercedes.
Hamilton e Russell formarão a primeira fila, enquanto Leclerc aparece imediatamente atrás, considerando a classificação antes da aplicação das penalidades.
A situação de Verstappen também merece atenção.
O holandês terminou em quarto, mas recebeu uma punição de uma posição no grid por um incidente com Liam Lawson durante o TL2.
A penalidade poderá alterar sua posição de largada e a distribuição dos carros nas primeiras filas.
Para a McLaren, a corrida apresenta dois desafios diferentes.
Norris precisará recuperar posições depois de não conseguir transformar a velocidade apresentada no Q2 em um resultado melhor na disputa pela pole-position.
Piastri terá uma missão ainda mais difícil, largando fora das dez primeiras posições e precisando superar o tráfego para buscar um resultado expressivo.
O desempenho dos dois pilotos também levanta questões sobre a capacidade da equipe de manter um ritmo competitivo em condições de corrida.
A classificação mostrou que a McLaren possui velocidade em volta rápida, mas também revelou dificuldades para aproveitar esse potencial de maneira consistente.
A Ferrari, por outro lado, conseguiu colocar seus dois pilotos entre os três primeiros.
O resultado oferece à equipe italiana uma oportunidade importante de disputar a vitória com mais de um carro, ampliando suas possibilidades estratégicas.
A Mercedes também aparece em posição favorável.
Russell larga na primeira fila, enquanto Antonelli, líder do campeonato, começa a corrida em quinto, com a possibilidade de conquistar matematicamente o título mundial.
Essa combinação cria um cenário em que a equipe alemã poderá disputar a vitória e, ao mesmo tempo, administrar a situação do campeonato.
A Red Bull terá Verstappen como principal referência na parte da frente, enquanto Isack Hadjar terminou a classificação em sétimo.
Para Verstappen, a corrida poderá exigir uma recuperação inicial caso a penalidade altere sua posição no grid.
O equilíbrio demonstrado durante os treinos livres indica que a disputa não está necessariamente definida pelo resultado de sábado.
As diferenças entre os principais pilotos foram pequenas em diversos momentos do fim de semana, e o comportamento dos pneus durante sequências longas poderá modificar a relação de forças.
Além disso, as características do circuito mexicano podem favorecer disputas na largada e estratégias alternativas durante a corrida.
A longa reta principal oferece oportunidades de ultrapassagem, enquanto a necessidade de controlar temperaturas e desgaste poderá influenciar o desempenho dos carros.
O resultado da classificação, entretanto, estabelece uma vantagem importante para Ferrari e Mercedes.
Com Hamilton, Russell e Leclerc nas três primeiras posições, as duas equipes chegam ao domingo em condições favoráveis para controlar a disputa pela vitória.
McLaren e Red Bull precisarão encontrar alternativas para recuperar terreno e impedir que os adversários transformem a vantagem de sábado em um resultado dominante.
O GP do México também poderá decidir o campeonato mundial de pilotos, já que Antonelli chega à corrida com a possibilidade de confirmar antecipadamente o título.
Assim, a etapa mexicana reúne duas disputas importantes: a luta pela vitória entre as principais equipes e a tentativa de definir o Mundial antes das últimas corridas da temporada.
A classificação colocou Ferrari e Mercedes em posição de destaque. A corrida mostrará se essa vantagem será suficiente para determinar o resultado ou se McLaren e Red Bull conseguirão reagir.
