John Watson acredita que a Ferrari vive uma divisão interna entre grupos ligados a Charles Leclerc e Lewis Hamilton. O ex-piloto de Fórmula 1, afirmou que o monegasco teria uma posição mais consolidada dentro da equipe, enquanto Hamilton ainda busca firmar seu espaço em Maranello.
A avaliação surge após a colisão entre os dois pilotos na primeira volta do GP do México, episódio que ampliou o debate sobre a relação entre Leclerc e Hamilton e sobre a dinâmica interna na Ferrari.
Em participação no podcast ‘Drive to Wynn’, Watson afirmou enxergar dois lados distintos dentro da estrutura italiana: “Você tem a facção de Leclerc, que é muito bem conectada por meio de Jean Todt, ex-chefe da Ferrari, agora Nicolas Todt, que é empresário de Charles, e depois você tem a facção de Lewis”, afirmou.
Nicolas Todt, empresário de Leclerc desde a adolescência, é filho de Jean Todt. Watson destacou ainda que Nicolas mantém uma longa relação profissional com Frédéric Vasseur, atual chefe da equipe, já que ambos fundaram a equipe ART Grand Prix, que corre em várias categorias, como Fórmula 2, F3, GT e Endurance, há mais de duas décadas.

Para Watson, a permanência mais longa de Leclerc na Ferrari também pesa na atual estrutura de poder: “Lewis, o heptacampeão mundial, chegou à Ferrari pensando que receberia mais respeito, mas Leclerc quer ser o próximo campeão com a Ferrari. Lewis também quer isso, mas acho que Leclerc está muito bem estabelecido, assim como seu grupo de gestão”, disse ele.
A discussão ganhou força depois do incidente no México, quando Hamilton largou da pole position, enquanto Leclerc recebeu uma penalidade de cinco segundos. Max Verstappen venceu a corrida, Hamilton terminou em segundo e Leclerc foi o quarto colocado.
Também circulou nas redes sociais, uma publicação que levantou alegações envolvendo Leclerc e Vasseur como sendo sócios em uma empresa de investimentos, porém nenhuma das partes quis comentar essa situação.
