F1: Domenicali diz que conversas sobre motores estão “avançando da maneira correta”

Stefano Domenicali afirmou que as discussões sobre o futuro dos motores da Fórmula 1 estão avançando de maneira positiva, mas ressaltou que a decisão final sobre o regulamento técnico ficará nas mãos da FIA.

O dirigente italiano foi questionado sobre o envolvimento da categoria nas reuniões que discutem possíveis mudanças nos motores, incluindo a possibilidade de um retorno aos V8, e afirmou que o diálogo envolve diferentes setores do campeonato e vem evoluindo na direção esperada.

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“Para mim, o mais importante é que exista um momento adequado para discutir isso. Como sabemos, a FIA tem a palavra final sobre os regulamentos técnicos. Mas as conversas que estamos tendo, que também envolvem fabricantes, equipes e pilotos, estão, na minha opinião, avançando da maneira correta”, afirmou.

A discussão ganhou força após as críticas às atuais unidades de potência, introduzidas para a temporada de 2026. O novo regulamento ampliou significativamente a participação da energia elétrica na geração de potência e provocou debates entre pilotos, equipes e fabricantes sobre complexidade, peso e características dos carros.

F1 2024, Fórmula 1, GP de São Paulo, Interlagos
Foto: XPB Images

“É incrível como as coisas podem mudar de um mês para o outro. Lembro que, no início dessa mudança de regulamento, havia talvez muita negatividade e grandes preocupações. Agora isso mudou significativamente”, afirmou.

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Para Domenicali, esse processo faz parte da própria evolução da Fórmula 1. O italiano defendeu que as próximas regras devem buscar maior simplicidade, carros mais leves e a manutenção de combustíveis sustentáveis, sem abandonar completamente a eletrificação. “Essa é a evolução e o caráter do nosso esporte. No começo, sempre tentamos encontrar os problemas, em vez de olhar para as oportunidades que as mudanças podem oferecer”, disse.

“Acho que o principal objetivo dos futuros regulamentos deve ser manter tudo o mais simples possível, tornar a Fórmula 1 mais leve, com combustível sustentável e, claro, eletrificação. E, em torno disso, devemos dar ao piloto a possibilidade de acelerar ao máximo sob determinadas condições. Essa sempre foi uma das principais vontades dos pilotos de Fórmula 1”, concluiu.