Pilotos, integrantes das equipes, jornalistas e convidados da Fórmula 1, já teriam locais de abrigo definidos no Circuito de Lusail, caso o final de semana do GP do Catar seja atingido por um ataque. O plano interno de segurança do autódromo prevê o uso de um túnel sob a pista, do prédio dos boxes e das estruturas de hospitalidade das equipes.
O documento, datado de 04 de novembro e relacionado à etapa da Fórmula 1 prevista para os dias 27 a 29 de novembro, detalha tanto os pontos de proteção quanto a capacidade de cada um deles.
Segundo as informações divulgadas, o túnel sob o circuito poderia receber até 3.500 pessoas, enquanto o prédio dos boxes teria capacidade para 8.100. As áreas de hospitalidade das equipes comportariam outras 3.424 pessoas, e as cabines de transmissão poderiam abrigar 900. Banheiros e áreas de chuveiros também aparecem na lista de locais previstos para proteção.
O plano ainda estabelece procedimentos para depois de um eventual incidente. O pessoal presente no Catar só deveria deixar o país ou se deslocar mediante orientação da categoria, do circuito, dos hotéis ou das autoridades locais, sem agir com base em rumores.
Caso o espaço aéreo do Catar seja fechado, a recomendação é que todos permaneçam juntos e aguardem novas instruções. A saída do pessoal seria coordenada pela categoria em conjunto com as autoridades anfitriãs, e o documento alerta contra tentativas de deixar o país por estrada de forma independente.

A estrutura de segurança envolve diferentes órgãos, incluindo a equipe de segurança de Lusail, empresas privadas contratadas, a polícia do Ministério do Interior, a Defesa Civil e autoridades responsáveis pela aviação e pela segurança cibernética.
O mesmo plano está sendo utilizado neste fim de semana pela MotoGP, primeira categoria a competir em Lusail sob essas medidas. Antes da viagem, os pilotos haviam pedido informações por escrito sobre abrigos e procedimentos de evacuação, além de garantias de seguro caso o fechamento do espaço aéreo impedisse a saída do país.
Francesco Bagnaia resumiu a preocupação dos pilotos: “O único medo que podemos ter é ficar presos aqui se fecharem o aeroporto”, afirmou o piloto da MotoGP. Apesar dessas medidas, a equipe Yamaha decidiu não viajar para o Catar, abrindo mão de participar dessa etapa.
A forma como o plano vai funcionar durante a etapa da MotoGP deve ser acompanhada de perto pelo pessoal da Fórmula 1, que tem sua etapa no mesmo circuito programada para daqui a três semanas.
