F1: Calor e vento podem complicar GP da Cidade do México

O GP da Cidade do México da Fórmula 1 deve exigir atenção especial das equipes com o gerenciamento dos pneus e o equilíbrio dos carros. A previsão indica sol durante toda a corrida, temperaturas elevadas no asfalto e vento moderado, condições que podem tornar ainda mais desafiador o trabalho no Autódromo Hermanos Rodríguez.

A temperatura do ar deve ficar em torno de 25°C, mas o índice de sol pode chegar a 10, considerado extremo. Com isso, o asfalto deve atingir entre 40°C e 45°C no momento da largada, favorecendo o aumento da degradação dos pneus e podendo antecipar as janelas de pit stop.

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A altitude superior a 2.200 metros também representa um desafio. Com o ar menos denso, os carros geram menos pressão aerodinâmica e os motores têm mais dificuldade para dissipar calor. Nesse cenário, a previsão de vento moderado vindo do norte acrescenta outra variável ao acerto dos equipamentos.

Isack Hadjar (FRA) Red Bull Racing RB22.
Foto: XPB Images

Os efeitos podem ser mais perceptíveis na longa reta oposta, onde as equipes utilizam níveis reduzidos de asa para compensar a menor densidade do ar. Nas curvas rápidas e de maior raio, rajadas repentinas também podem desestabilizar a traseira dos carros durante as tomadas de curva.

Por isso, as equipes devem acompanhar atentamente a direção do vento até a corrida, com possíveis ajustes nos ângulos das asas e nos sistemas de refrigeração. As decisões de acerto podem ser refinadas até os momentos finais antes da prova.

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Com 71 voltas previstas, a combinação de temperaturas elevadas na pista e vento variável deve tornar o gerenciamento dos pneus e o equilíbrio dos carros especialmente importantes no trecho do estádio, uma das partes mais características do circuito mexicano.