O GP da Cidade do México da Fórmula 1 deve exigir atenção especial das equipes com o gerenciamento dos pneus e o equilíbrio dos carros. A previsão indica sol durante toda a corrida, temperaturas elevadas no asfalto e vento moderado, condições que podem tornar ainda mais desafiador o trabalho no Autódromo Hermanos Rodríguez.
A temperatura do ar deve ficar em torno de 25°C, mas o índice de sol pode chegar a 10, considerado extremo. Com isso, o asfalto deve atingir entre 40°C e 45°C no momento da largada, favorecendo o aumento da degradação dos pneus e podendo antecipar as janelas de pit stop.
A altitude superior a 2.200 metros também representa um desafio. Com o ar menos denso, os carros geram menos pressão aerodinâmica e os motores têm mais dificuldade para dissipar calor. Nesse cenário, a previsão de vento moderado vindo do norte acrescenta outra variável ao acerto dos equipamentos.

Os efeitos podem ser mais perceptíveis na longa reta oposta, onde as equipes utilizam níveis reduzidos de asa para compensar a menor densidade do ar. Nas curvas rápidas e de maior raio, rajadas repentinas também podem desestabilizar a traseira dos carros durante as tomadas de curva.
Por isso, as equipes devem acompanhar atentamente a direção do vento até a corrida, com possíveis ajustes nos ângulos das asas e nos sistemas de refrigeração. As decisões de acerto podem ser refinadas até os momentos finais antes da prova.
Com 71 voltas previstas, a combinação de temperaturas elevadas na pista e vento variável deve tornar o gerenciamento dos pneus e o equilíbrio dos carros especialmente importantes no trecho do estádio, uma das partes mais características do circuito mexicano.
