Sergio Perez e Valtteri Bottas terminaram o GP da Itália de Fórmula 1 nas duas últimas posições entre os pilotos classificados, mas a Cadillac identificou sinais positivos em Monza. A equipe também reconheceu que a perda de desempenho nas retas foi sua principal limitação.
Perez, que terminou em 18º, explicou que o ritmo da Cadillac nas curvas estava mais próximo dos adversários, mas a diferença nas retas dificultou qualquer disputa por posições: “Estávamos perdendo muito tempo nas retas, o que tornou extremamente difícil lutar contra os carros ao nosso redor”, afirmou.
O piloto mexicano também revelou que a equipe espera receber componentes capazes de melhorar esse desempenho, além de contar com o próximo motor Ferrari: “Devemos ter algumas peças chegando para nos ajudar nas retas, e com o próximo motor Ferrari, esperamos estar em uma posição muito mais forte para as próximas corridas”, disse ele.

Bottas, que terminou em 19º, avaliou que o primeiro trecho da prova foi um dos pontos mais positivos do fim de semana, com a Cadillac conseguindo permanecer próxima dos carros da Williams. O cenário mudou após um pit stop lento, que colocou o finlandês em situação de bandeiras azuis e prejudicou seu ritmo: “Nosso ritmo de corrida pareceu um pouco melhor do que nos GPs anteriores e terminamos com os dois carros, então estamos fazendo progresso”, acrescentou.
O chefe da equipe, Marcin Budkowski, destacou justamente a chegada dos dois carros ao final da corrida, apesar das dificuldades: “Foi uma corrida quente e exigente, mas era importante levar os dois carros até o fim, terminando em P18 e P19. Há lições para tirarmos de hoje, e sabemos onde estão as principais fraquezas”, concluiu.
Budkowski também citou a disputa de Perez com Fernando Alonso e as bandeiras azuis enfrentadas por Bottas, antes de destacar que a Cadillac levará os aprendizados de Monza para a próxima etapa em Madrid.
