O ex-piloto da F1 e da Indy, Cristiano da Matta, vem sendo apontado para assumir o cargo de chefe de equipe na Audi, enquanto a fabricante alemã se prepara para sua entrada na Fórmula 1.
A chegada da Audi ao grid da F1 é aguardada desde maio deste ano, quando o então CEO da Volkswagen Herbert Diess, anunciou que tanto a Audi quanto a Porsche entrariam na categoria em 2026.
Enquanto a entrada da Porsche parecer que vai demorar um pouco mais, após o fracasso de um acordo com a Red Bull, a chegada da Audi como fornecedora de motores já foi confirmada.
Não faltam rumores sobre a Audi ter sua própria equipe no grid, com os boatos dizendo que a empresa alemã irá comprar 75% da equipe Sauber, que vai encerrar sua parceria com a Alfa Romeo no final de 2023.
Os preparativos para a entrada da Audi na F1 já estão em andamento, e teriam começado há seis meses, com o departamento de F1 em Neuburg já contando com 120 pessoas, liderado por Adam Baker, que é um ex-funcionário da Cosworth, BMW e da FIA.
À medida que os detalhes do acordo com a Sauber, que dizem envolver a Audi comprando 75% da equipe de F1, estão sendo finalizados, a Audi também está trabalhando na logística de sua futura operação, e diz já ter definido um nome para a função de chefe da equipe.
Segundo o site italiano, Gazzetta Motori, o ex-piloto da Toyota na F1, Cristiano Da Matta é quem vai assumir a função. O brasileiro tem ‘pedigree’ de corrida tendo pilotado pela equipe Toyota F1 nas temporadas de 2003 e 2004, antes de voltar para os Estados Unidos, onde já havia competido na IndyLights, para participar da Champ Car World Series, atual IndyCar.
Aos 48 anos, Da Matta se tornaria o segundo chefe de equipe mais jovem do grid, apenas 58 dias mais velho que Christian Horner, da Red Bull.
Horner afirmou que a Audi não deve subestimar o desafio que é a F1, apesar de ser uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo.
“Quero dizer, é enorme quando você olha para os atuais titulares contra os quais estamos competindo, a longevidade, a continuidade que eles tiveram.”
“É claro que uma empresa como a reputação da Audi fala por si mesma. Mas a escala e o tamanho do desafio, como nos vimos na Red Bull, é enorme, especialmente quando você está começando do zero. É emocionante, porque é um desafio e, você sabe, você tem que acreditar que tudo é possível”, disse Horner.
“Os regulamentos são um aspecto fundamental para isso, e felizmente os regulamentos de motores foram adiados 12 meses, para 2026, caso contrário, não acho que você teria visto potencialmente a Red Bull ou a Audi participando da categoria.”
“Então, é apertado, mas isso é a Fórmula 1 e isso é parte da criatividade e motivação que acontece dentro das equipes e, será emocionante ver mais fabricantes de unidades de potência no grid em 2026”, concluiu Horner.
Cristiano da Matta tem muita experiência no automobilismo e em categorias top como a F1 e a Indy. Dessa forma, possui muito conhecimento para exercer a função como chefe de equipe na Fórmula 1, dentro de um time com total apoio de uma gigante como a Audi.
