F1: Bottas vê temporada de 2026 como a mais imprevisível da carreira

Valtteri Bottas se prepara para mais um capítulo de sua carreira na Fórmula 1 em 2026, desta vez defendendo a Cadillac, nova equipe do grid. O finlandês, que já passou por Williams, Mercedes e Alfa Romeo/Sauber, retorna às corridas após atuar por um ano como terceiro piloto da Mercedes. Ele terá como companheiro de equipe Sergio Pérez, ex-companheiro de Max Verstappen na Red Bull.

O retorno de Bottas acontece em um momento de transformação profunda na F1, com a chegada de regulamentos totalmente novos. Em entrevista a Jolyon Palmer e Juan Pablo Montoya no site oficial da categoria, Bottas destacou o tamanho do desafio que tem pela frente: “Estou animado porque é uma grande mudança, um novo conjunto de regulamentos, um novo conjunto de unidades de potência e uma equipe completamente nova. Quase todos na equipe são pessoas com quem nunca trabalhei antes, então há muita coisa para me adaptar.”

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“Claro, você tem que ser flexível em certas coisas; quer garantir que as decisões que toma sejam em conjunto, como equipe”, continuou ele. “Mas é por isso que a Cadillac contratou dois pilotos experientes, porque eles precisam do feedback do que eu e o Checo vivenciamos em equipes anteriores, especialmente quando as equipes estão indo bem. A lista de coisas para se acostumar é longa.”

F1: Bottas vê temporada de 2026 como a mais imprevisível da carreira
Foto: Cadillac

O finlandês acredita que as mudanças técnicas de 2026 podem ser as maiores que ele já enfrentou em toda a sua carreira na Fórmula 1. “Acho que essa mudança que está acontecendo tem tudo para ser a maior, com base no trabalho no simulador. Temos menos carga aerodinâmica, pneus menores, derrapamos um pouco mais, mas muito mais torque nas saídas das curvas, e também como gerenciar a unidade de potência é algo que cada piloto e equipe precisará aprender novamente.”

Ele também afirmou que já começou a trabalhar com seus engenheiros e está empolgado, mas acredita que só seja possível entender o real desempenho das equipes mais adiante: “Simplesmente não sabemos, é tudo especulação, muitas incógnitas.Nos testes de pré-temporada teremos alguma ideia, mas nem sempre é o carro final que cada equipe usa na primeira corrida. Muitas variáveis, muitos palpites, então não tenho ideia.”

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Com o fim do DRS, Bottas lembrou que ainda haverá recursos para facilitar as ultrapassagens e avaliou como correta a decisão da Cadillac de ser cliente de unidades de potência, permitindo foco total no desenvolvimento do chassi e dos sistemas para seu primeiro ano.