F1: Bortoleto pede cautela após polêmica com safety car em Silverstone

Gabriel Bortoleto defendeu a cautela da FIA diante das discussões sobre mudanças nas regras do safety car, após o GP da Inglaterra de Fórmula 1. O brasileiro afirmou que decisões tomadas por impulso podem acabar criando novos problemas para a categoria.

O debate ganhou força depois da prova em Silverstone terminar sob safety car. Max Verstappen rodou na curva Stowe na volta 48, ficou preso na brita e provocou a neutralização da corrida a apenas quatro voltas da bandeirada.

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Pelas regras atuais, após a autorização para que os retardatários ultrapassem o safety car, é necessário completar uma volta inteira antes da relargada. Como a mensagem para a liberação dos carros foi emitida quando Charles Leclerc já iniciava a volta 51, não houve tempo suficiente para um reinício em bandeira verde antes do encerramento da corrida.

A situação gerou ainda mais confusão quando a mensagem ‘Safety Car In This Lap’, apareceu momentaneamente nos monitores durante a penúltima volta. Posteriormente, a FIA esclareceu que a indicação foi exibida por engano devido a uma falha de software. Leclerc venceu a prova com a Ferrari, à frente de George Russell e Lewis Hamilton, enquanto Bortoleto terminou em oitavo pela Audi.

Questionado durante o dia de imprensa do GP da Bélgica, o brasileiro minimizou o impacto da situação em sua própria corrida: “Se não há uma preocupação com segurança, não há motivo para manter o safety car na pista. Para ser muito honesto, minha corrida não mudou em nada com ou sem o safety car. Eu provavelmente terminaria naquela posição”, afirmou.

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FIA logo
Foto: XPB Images

Bortoleto também destacou que os regulamentos do safety car e do safety car virtual, têm funcionado bem nos últimos anos: “Tenho certeza de que a FIA não está feliz com essas coisas e vai querer fazer mudanças para melhorar, mas acho que as regras têm funcionado de forma bastante satisfatória, então não estou muito preocupado em alterá-las”, disse ele.

Para o piloto da Audi, episódios isolados não justificam uma reformulação ampla do regulamento: “Erros acontecem de vez em quando, e infelizmente aconteceram no último final de semana de corrida. A vida segue. Tenho certeza de que eles vão tentar corrigir isso, e é isso”, acrescentou.

Apesar da cautela, Bortoleto admitiu que a obrigatoriedade de permitir que retardatários recuperem a volta, pode ser revista em situações específicas: “Quando faltam muitas voltas, isso é positivo porque coloca todos de volta na disputa, mas no fim da corrida, quando existe o risco de não haver tempo para reorganizar o pelotão, talvez isso não seja necessário. Se essa foi uma das razões para a corrida terminar sob safety car, então isso poderia ter sido evitado”, encerrou o piloto brasileiro.