O GP de Mônaco no próximo final de semana, surge como uma rara oportunidade para os pilotos da Fórmula 1, deixarem de lado algumas das restrições impostas pelas regras de 2026. Oliver Bearman acredita que as características do tradicional circuito de rua, permitirão uma pilotagem mais agressiva e próxima do que os competidores estavam acostumados nas temporadas anteriores.
A expectativa do piloto da Haas, está ligada ao perfil único de Monte Carlo. Com poucas retas longas e diversas zonas de forte frenagem, a gestão de energia deve ter um impacto menor em comparação com outras etapas do calendário, reduzindo a necessidade de estratégias voltadas à recuperação de carga elétrica.
Falando sobre o desafio nas ruas do Principado, Bearman afirmou estar ansioso para experimentar essa diferença na prática: “Talvez os carros sejam um pouco mais divertidos de pilotar, isso seria legal. Não acho que exista muita oportunidade para inovar em termos de energia em Mônaco, porque os limites de velocidade e as reduções acontecem muito cedo por razões óbvias de segurança”, afirmou.
O britânico acredita que o comportamento dos carros será mais próximo do visto no ano passado: “Acho que será um pouco mais como no ano passado, quando podíamos pilotar da forma que queríamos, usar as marchas que queríamos e não precisávamos fazer essas coisas bobas de aliviar o acelerador antecipadamente. Estou realmente ansioso por isso, deve ser muito bom”, disse ele.

Para a etapa em Monte Carlo, também não haverá trechos onde os pilotos poderão utilizar o chamado modo de reta. Além disso, a redução da assistência elétrica ocorrerá mais cedo, começando por volta dos 200 km/h, em vez dos aproximadamente 290 km/h registrados em outras corridas da temporada.
Bearman destacou ainda a importância da sessão de classificação no Principado, tradicionalmente decisiva para o resultado final. Em tom descontraído, ele comentou: “Espero conseguir uma boa volta no sábado. Isso é Mônaco. Caso contrário, podemos estacionar o carro e assistir à corrida da varanda”, acrescentou rindo.
Apesar do décimo lugar conquistado no GP do Canadá, o piloto acredita que a Haas ainda precisa resolver problemas importantes. Segundo ele, o resultado foi favorecido pelas circunstâncias da corrida e não refletiu totalmente o desempenho real do carro.
“O carro é muito difícil de pilotar. O desempenho está lá, eu consigo senti-lo, mas precisamos acalmar um pouco as características do carro. Esse é o objetivo, principalmente antes de Mônaco, porque é preciso ter confiança perto dos muros”, concluiu.
Bearman também relatou dificuldades para encontrar confiança nas entradas de curva e admitiu que, em vários momentos, sente que está próximo de cometer um erro e atingir as barreiras de proteção.
