Kimi Antonelli reconheceu que carrega uma pressão adicional por ser italiano na Fórmula 1, mas afirmou que pretende transformar essa cobrança em motivação. O país não tem um campeão de pilotos na categoria, desde Alberto Ascari em 1953.
Em entrevista aos patrocinadores, Antonelli foi questionado sobre o significado do número 73 e inicialmente não entendeu a referência. Depois de receber a pista de que se tratava do período desde o último título italiano, o piloto rapidamente associou o número a Ascari.
“Ah! Piloto italiano. Desde o último campeão mundial italiano, Alberto Ascari. Sim, claro. Ok, ok”, respondeu Antonelli ao compreender a questão. Ascari conquistou os títulos de 1952 e 1953, permanecendo como o último italiano a vencer o campeonato de pilotos.
A expectativa em torno de Antonelli também está relacionada à paixão dos torcedores italianos e ao peso histórico do país na F1. O jovem piloto reconheceu que essa combinação aumenta a cobrança, especialmente porque os italianos podem elevar rapidamente suas expectativas: “É claro que isso vem com um pouco de pressão extra, mas tenho aproveitado isso”, disse ele.

Em vez de tentar se afastar dessa responsabilidade, Antonelli explicou que está trabalhando para mudar sua percepção sobre a pressão: “O que também tenho tentado fazer é abraçar a pressão e tentar realmente brilhar sob pressão”, acrescentou.
O italiano considera que essa cobrança pode ser encarada de maneira positiva, principalmente quando representa a expectativa de que ele seja capaz de alcançar grandes resultados: “Tenho visto isso como algo positivo, e não negativo. Sinto que, quando você está sob pressão, significa que sabe que pode fazer algo muito bom, e se conseguir, também é muito satisfatório”, finalizou Antonelli.
Assim, enquanto a Itália segue esperando por um novo campeão mundial de pilotos após 73 anos, Antonelli não demonstra intenção de fugir do peso dessa história. O jovem piloto prefere encarar a expectativa como uma oportunidade para mostrar seu potencial na Fórmula 1.
