A Alpine encerrou a sexta-feira do GP do Brasil de Fórmula 1 com sinais positivos de competitividade e a expectativa de lutar pelo Q3, apesar de ainda precisar encontrar ajustes no carro. Franco Colapinto terminou o TL1 em nono e o TL2 em 11º, enquanto Gabriele Mini colocou o carro de Pierre Gasly em sétimo em sua participação na primeira sessão.
Gasly, que não participou do TL1, foi para a pista no TL2 e fechou a sessão em 14º. O francês acredita que sua posição na tabela não representa o potencial apresentado pelo carro, especialmente após problemas em suas tentativas com pneus macios.
“Não acho que o ranking do TL2 reflita como estou me sentindo dentro do carro depois da sessão. Embora eu não esteja totalmente satisfeito com algumas coisas, foi um pouco bagunçado nosso final com o pneu macio, travei as rodas na primeira volta rápida e depois tive que abortar outra”, afirmou.
Para o francês, ainda há desempenho a ser encontrado antes da sessão de classificação: “Definitivamente há muito mais desempenho para desbloquear rapidamente e mostrar. Estou definitivamente otimista, especialmente porque um décimo de segundo faz cerca de quatro posições”, disse ele.
Colapinto também avaliou que a Alpine mostrou competitividade em Interlagos, embora ainda veja margem para melhorar o equilíbrio do carro. O argentino destacou a proximidade entre as equipes e a necessidade de aproveitar cada detalhe.

“O ritmo subjacente está lá e as diferenças para alguns dos nossos concorrentes são muito próximas, então é importante maximizar cada detalhe”, disse Colapinto, que também apontou a previsão de chuva como um fator para acompanhar no restante do fim de semana.
Mini, por sua vez, comemorou o sétimo lugar no TL1, sua segunda sessão de treinos livres com a equipe. O jovem piloto afirmou que conseguiu aproveitar os aprendizados do final de semana anterior e encontrou mais aderência em Interlagos.
Steve Nielsen, diretor da equipe, destacou a rápida adaptação de Mini e reconheceu que Gasly ainda busca maior conforto no carro. Segundo o dirigente, pequenas mudanças podem ajudar o francês a lidar melhor com zebras e ondulações: “Sabemos que temos ritmo, e nosso objetivo é maximizar o que temos nas mãos e, esperançosamente, até domingo, voltar com os dois carros dentro dos pontos”, concluiu Nielsen.
