Ecclestone nega em audiência em tribunal de Londres ter cometido fraude financeira

O ex-chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone de 91 anos, foi acusado de não declarar ao governo do Reino Unido, uma conta bancária em Singapura, contendo cerca de 650 milhões de dólares.

Ele foi obrigado a comparecer no Tribunal de Magistrados de Westminster, na manhã desta segunda-feira para dar explicações e esclarecimentos, sendo recebido na entrada por vários fotógrafos e cinegrafistas, que foram avisados pela segurança do tribunal, para não assediá-lo por causa de sua idade. Ecclestone foi levado pela saída do prédio pela segurança do tribunal junto com sua equipe jurídica.

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Durante a audiência, o magistrado-chefe Paul Goldspring, permitiu que ele ficasse fora do banco dos réus, depois que sua advogada Clare Montgomery, disse que seu cliente estava tendo dificuldade para ouvir. Ecclestone ficou no banco dos réus apenas para confirmar seu nome, data de nascimento e endereço em Knightsbridge, no centro de Londres, antes de declarar inocência em relação a uma acusação de fraude, por falsa representação de empresas, entre 13 de julho de 2013 e 05 de outubro de 2016.

Ecclestone deverá comparecer novamente no Southwark Crown Court, em 19 de setembro, para a continuação da avaliação do caso pelo magistrado.

De acordo com a acusação, o co-fundador da Associação de Construtores de Fórmula 1 teria alegado ter ‘estabelecido apenas uma única empresa, sendo essa em favor de suas filhas’.

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Ecclestone, que tem três filhas adultas, Deborah, 67, Tamara, 38, e Petra, 33, além de um filho pequeno, Ace, teriam feito as representações ‘com a intenção de obter um ganho para si mesmo, ou seja, não declarado’.

A acusação contra o bilionário foi autorizada pelo Crown Prosecution Service (CPS) no mês passado, após uma investigação da HM Revenue and Customs (HMRC), que afirmou que essa foi uma investigação ‘complexa e mundial’.

O procurador-chefe da coroa, Andrew Penhale, disse na época: “O CPS revisou um arquivo de evidências do HMRC e autorizou uma acusação contra Bernard Ecclestone, de fraude por falsa representação em relação à sua falta, ao não declarar ao HMRC, a existência de ativos mantidos no exterior, no valor de mais de 650 milhões de dólares.”

Ecclestone foi executivo-chefe do Grupo Fórmula 1 até janeiro de 2017, tornando-se presidente emérito até 2020. Desde então, ele tem aparecido bem menos publicamente, apesar de com uma certa frequência, emitir opiniões relacionadas à F1, normalmente com teor polêmico.

 

 

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