Jack Doohan ainda mantém vivo o sonho de retornar ao grid da Fórmula 1. Entretanto, apesar de ter confiança em seu talento, também mantém os pés no chão e pensamento realista.
A passagem do australiano pela principal categoria do automobilismo mundial foi bastante breve, disputando apenas a última etapa da temporada 2024 e seis corridas em 2025. Depois de ser dispensado pela Alpine, encontrou na Haas neste ano o papel de piloto reserva.
“Definitivamente, não é fácil manter o foco”, diz o australiano ao GPblog. “Com novas experiências, surgem novas oportunidades, especialmente quando se está em uma equipe. Por isso, aquilo [o contrato com a Haas] era algo que já estava no horizonte entre a metade e o final da temporada passada.”
“Mas, obviamente, havia questões que precisavam ser esclarecidas para que fosse possível avançar e concretizar o negócio. Foram momentos um tanto… digamos, incertos, sem saber qual rumo as coisas tomariam. Mas é aí que se manter firme é importante”, continuou.

Atualmente, os contratos de Oliver Bearman e Esteban Ocon na Haas duram até o final da temporada 2026 da Fórmula 1. Naturalmente, Doohan quer retornar ao pelotão, mas não quer se adiantar quanto expectativas. “Acho que ainda é muito cedo. Portanto, é claro, tudo precisa fazer sentido. Não vou simplesmente ocupar uma vaga só por ocupar; o objetivo é voltar a pilotar”, disse.
“Não quero bloquear o caminho de algum piloto mais jovem que esteja buscando uma oportunidade de entrar. Assim, será um ano para entender qual é a direção e quais são as possibilidades para o futuro. É por isso que competir com carros de esporte também oferece a chance de ter uma perspectiva sobre o futuro”, seguiu.
“É preciso ser realista. Estou trabalhando para voltar à Fórmula 1 em 2027. Mas, se isso não parecer viável, acho que seria ilógico presumir que haveria um futuro significativo além de 2027”, concluiu.
