As negociações continuam sobre um possível retorno da F1 à África do Sul, mas ainda não há um acordo oficializado, segundo informou Dieter Rencken, diretor editorial do RacingNews365.com.
Duas delegações representando a Fórmula 1 e a FIA, devem visitar Kyalami na África do Sul esta semana, enquanto as conversas sobre o retorno do país ao calendário da F1 continuam.
Segundo Rencken, o diretor esportivo da F1, Steve Nielsen, Craig Wilson, chefe de veículos de desempenho da F1, e Richard Springett, engenheiro principal da F1 para a engenharia de circuitos, devem visitar o circuito para verificar as instalações, nesta segunda-feira, 18 de julho.
O chefe de circuito e segurança de Rally da FIA, Stuart Robertson, está programado para inspecionar a elegibilidade de Kyalami para uma licença de Grau 1 (F1) na terça-feira. O circuito atualmente está em conformidade com os padrões de Grau 2 e acredita-se que exija uma atualização considerável para atender ao padrão mais alto, incluindo asfaltamento de mais de 50.000 metros quadrados de áreas de escape, atualmente com caixas de brita.
Algumas curvas provavelmente precisarão ser refeitas e suas áreas de escape aumentadas, enquanto o acesso às garagens das equipes, é muito restrito pelos padrões atuais da F1. De acordo com os protocolos da FIA, o heliporto médico precisará ser realocado para longe do paddock, fora da vista de olhares indiscretos e câmeras.
Também, a área atrás das garagens é muito apertada para a hospitalidade e administração das equipes, com nenhum desses problemas sendo intransponíveis, mas com altos investimentos sendo necessários.
Embora o circuito não forneça detalhes, uma fonte com conhecimento da situação estima que os custos totais das atualizações sejam: “Entre quatro e seis milhões de dólares, dependendo exatamente do que precisa ser feito. Mas o problema é o tempo, pois já é quase agosto e eles estão mirando uma data em abril do próximo ano”, segundo a fonte.
A maior preocupação é o financiamento de quaisquer atualizações, pois o proprietário de Kyalami, Toby Venter, já afirmou repetidamente que é totalmente a favor do retorno da F1, e que pode alugar o circuito para um promotor disposto a organizar a corrida, mas não a qualquer custo.
De qualquer maneira, o governo sul-africano se recusa a se envolver diretamente com o evento. Além disso, a maior preocupação para as partes interessadas, é que ainda não há nenhum acordo fechado, o que pode significar que pelo menos para 2023, pode ser difícil a realização do GP da África do Sul.
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