O CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, defendeu o novo regulamento técnico da categoria, alvo de críticas desde sua estreia no início de 2026, mas afirmou que os pilotos têm liberdade para expressar suas opiniões sobre o assunto.
As novas regras têm como principal mudança as unidades de potência híbridas com divisão 50/50 entre combustão e energia elétrica. O sistema aumentou a importância do gerenciamento da bateria e obrigou os pilotos a adotarem novas estratégias durante as corridas.
O formato, porém, gerou reclamações de pilotos e fãs. Nas primeiras provas, a diferença no nível de energia entre os carros reduziu as disputas por posição e contribuiu para o surgimento do termo “corrida de ioiô”.

Max Verstappen foi um dos principais críticos do novo conceito. O piloto da Red Bull já havia demonstrado preocupação antes da chegada dos regulamentos e continuou fazendo observações negativas ao longo da temporada. O holandês recebeu apoio de nomes como Lando Norris, Fernando Alonso e Carlos Sainz.
Questionado sobre as críticas, Domenicali afirmou que a categoria não pretende limitar os comentários dos pilotos: “Vocês me conhecem, não estamos aqui para colar fita adesiva na boca de ninguém”, disse ele. “Quero dizer, a beleza do nosso esporte é que todos podem ter uma opinião, mas a opinião é apenas uma opinião. Há alguém que tem o dever de traçar uma linha. Há certos pilotos que preferem, é claro, determinadas coisas. Eu acho que, no processo, destacamos a necessidade de sermos construtivos nesse aspecto.”
O dirigente também explicou que a decisão de seguir um caminho mais eletrificado foi importante para atrair novos fabricantes, citando o retorno da Honda e a chegada da Audi, empresa com histórico recente em competições de tecnologia elétrica: “Volto ao fato de que essa mudança estava ligada a uma razão, e essa era uma razão vital”, afirmou Domenicali. “Caso contrário, não estaríamos aqui para falar sobre outro esporte. Então, isso foi ajustado.”
Embora a Fórmula 1 tenha adotado a eletrificação, a categoria também incluiu combustíveis sustentáveis nos novos regulamentos. O objetivo é tornar as corridas mais limpas sem abandonar completamente os motores de combustão.
