O CEO da Ferrari, Louis Camilleri, se aposentou de seu cargo por motivos pessoais com efeito imediato, anunciou a empresa na quinta-feira.
Camilleri, de 65 anos, assumiu o cargo em julho de 2018, após a renúncia de Sergio Marchionne, que estava doente e faleceu poucos dias depois.
Sua posição como CEO será preenchida temporariamente pelo presidente executivo, John Elkann, enquanto a empresa identifica um sucessor de longo prazo.
“A Ferrari tem feito parte da minha vida e servir como seu presidente-executivo tem sido um grande privilégio”, disse Camilleri em um comunicado.
“Minha admiração pelos homens e mulheres extraordinários de Maranello e pela paixão e dedicação que colocam em tudo o que fazem, não conhecem limites.”
“Estou orgulhoso das inúmeras conquistas da empresa desde 2018 e sei que os melhores anos da Ferrari ainda estão por vir.”
John Elkann comentou: “Gostaria de expressar nossos sinceros agradecimentos a Louis por sua dedicação irrestrita como nosso CEO desde 2018, e como membro de nosso Conselho de Administração desde 2015.”
“Sua paixão pela Ferrari tem sido ilimitada e sob sua liderança a empresa tem afirmado ainda mais sua posição como uma das maiores empresas do mundo, capitalizando sua herança verdadeiramente única e busca infalível pela excelência.”
“Desejamos a ele e sua família uma aposentadoria longa e feliz.”
Camilleri também renunciou ao cargo de presidente da Philip Morris International, da qual é afiliado desde 1978.
Desde a nomeação de Camilleri como CEO da Ferrari, seu time de Fórmula 1 passou por inúmeras mudanças.
A mais proeminente foi a decisão de substituir Maurizio Arrivabene por Mattia Binotto como chefe de equipe, como parte de uma mudança de cultura dentro da equipe de Fórmula 1 e da organização em geral.
Também promoveu o jovem Charles Leclerc no lugar de Kimi Raikkonen, uma mudança que Marchionne teria defendido antes de sua morte, e para 2021 recrutou Carlos Sainz para substituir Sebastian Vettel, a quem não foi oferecido um novo contrato.
A Ferrari está em vias de terminar em sexto na classificação deste ano, sua pior classificação em 40 anos, tendo se classificado em segundo lugar em 2019.
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