Briatore abre jogo sobre Wolff, Horner e futuro da Alpine na Fórmula 1

O futuro da Alpine na Fórmula 1 voltou a chamar atenção após a desistência de Toto Wolff, chefe da Mercedes, para a compra de 24% da estrutura. Falando no GP de Mônaco, Flavio Briatore destacou que a negociação não afeta diretamente a operação da equipe e que a decisão está nas mãos da Renault:

“De certa forma, a Otro Capital não tem nada a ver com a equipe. A Otro Capital comprou 24% da equipe há dois anos. E no momento em que foram vender, como todo mundo sabe, eles estavam negociando com o Toto Wolff. Há três dias, o acordo caiu. Todas as negociações, vimos o que aconteceu. Mas realmente, não tem nada a ver com a equipe. Não temos nenhuma pressão do Grupo Renault em relação à Otro Capital. Esse é realmente um problema do Grupo Renault, não é um problema da equipe Alpine.”

Alpine F1 Team logo covered in raindrops on the motorhome in the paddock.
Foto: XPB Images

Sobre o recuo de Wolff e da Mercedes, Briatore atribuiu a decisão principalmente ao valor pedido. “É muito simples: o preço estava muito alto. Em determinado momento, o cara apresentou um preço diferente e eu acho que o Toto foi muito justo, acredito. Eu também acho que as pessoas da Otro Capital são justas, mas o Toto, em todas as negociações, foi muito justo.”

A negociação também envolveu outros nomes do paddock, incluindo Christian Horner, da Red Bull Racing. Briatore afirmou não ter restrições pessoais a trabalhar com ele ou qualquer outro investidor.

“Eu ficaria feliz em trabalhar com qualquer pessoa. Não tenho certeza se esse é o ponto. Acho que o ponto neste momento é: não sei, se o Christian está envolvido em algum grupo que queira comprar a participação da Otro Capital ou não, para mim, ele é bem-vindo. Eu não tenho problema nenhum, especialmente com o Christian. Tenho um relacionamento excelente com o Christian. Conheço ele há 20 anos e trabalhamos juntos na parte de motores. Eu fornecia motor para ele na época da Renault, e trabalhamos juntos por cinco anos. Não tenho problema nenhum. Mas isso é apenas uma questão para o Grupo Renault. Vocês precisam conversar com o Grupo Renault, para ser sincero,” concluiu.