Uma das seis equipes que se opõe a mudar as regras da F1 para tentar minimizar o problema do ‘porpoising’, é a Ferrari, e o chefe do time, Mattia Binotto, disse que as equipes podem protestar se a FIA avançar com as mudanças nas regras em 2023.
Seis das equipes da Fórmula 1, estão em desacordo com a FIA sobre as mudanças planejadas nas regras.
Com os pilotos preocupados com sua saúde a longo prazo se seus carros continuarem saltando, a FIA anunciou no Canadá uma diretriz técnica para introduzir uma Métrica de Oscilação Aerodinâmica, que forçaria as equipes a fazer alterações na configuração do carro, caso isso ocorresse.
Isso foi adiado para o GP da Bélgica, com o órgão regulador do automobilismo reconhecendo que é uma solução de curto prazo.
Assim, para 2023 a FIA pretende alterar as regras elevando as arestas do assoalho em 25 mm. Haverá também testes de deflexão lateral do assoalho mais rigorosos e um novo sensor para quantificar a oscilação aerodinâmica.
Seis equipes, incluindo a Ferrari, se opõem a isso, com Binotto discordando do argumento de segurança da FIA.
“Não há razão para classificar tudo como um problema de segurança”, disse o chefe da equipe Ferrari à Auto Motor und Sport (AMuS).
“A maioria das equipes há muito tempo tem os saltos sob controle, e para a corrida em Spa há limites fixos de qualquer maneira. Se os carros estiverem de acordo com as especificações, eles devem estar seguros com isso. E se não houver argumento de segurança, o processo normal de votação deve ser seguido para alteração das regras forem alteradas”, disse ele.
E se o processo não for seguido, a AMuS sugere que pode haver protestos. A informação acrescenta: “Binotto chegou ao ponto de dizer que as pessoas protestariam contra as regras se quisessem apenas empurrá-las com o argumento de segurança.”
“A FIA não precisa provar que há um problema de segurança, no entanto, a prova deve ser fornecida perante um tribunal civil de que a segurança não está em perigo neste caso.”
Sob o processo normal, oito das dez equipes precisam concordar com as mudanças de última hora. Segundo o Autosport, fontes com bom conhecimento da situação sugeriram que há até apoio de oito equipes, o que seria suficiente para uma supermaioria.
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